terça-feira, 1 de agosto de 2017

A laicidade do Estado é um princípio aceito pela Igreja, porém não é uma questão de símbolos.

DSI 572 O princípio da laicidade comporta o respeito de toda confissão religiosa por parte do Estado, «que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes. Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação». Infelizmente permanecem ainda, inclusive nas sociedades democráticas, expressões de laicismo intolerante, que hostilizam qualquer forma de relevância política e cultural da fé, procurando desqualificar o empenho social e político dos cristãos, porque se reconhecem nas verdades ensinadas pela Igreja e obedecem ao dever moral de ser coerentes com a própria consciência; chega-se também e mais radicalmente a negar a própria ética natural. Esta negação, que prospecta uma condição de anarquia moral cuja consequência é a prepotência do mais forte sobre o mais fraco, não pode ser acolhida por nenhuma forma legítima de pluralismo, porque mina as próprias bases da convivência humana. À luz deste estado de coisas, «a marginalização do Cristianismo não poderia ajudar ao projeto de uma sociedade futura e à concórdia entre os povos; seria, pelo contrário, uma ameaça para os próprios fundamentos espirituais e culturais da civilização».

A História mostra que a Igreja Católica construiu a nossa cultura, a nossa civilização; o ordenamento jurídico e nossas formas de governo têm por base o cristianismo, que reuniu o que havia de melhor das civilizações grega, romana e judaica.

Ora, o símbolo máximo dessa civilização ocidental é a Cruz. O primeiro símbolo visto pelos nativos no descobrimento do Brasil foi a cruz das naus. O primeiro símbolo levantado nesta terra foi a Cruz, em uma Missa.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/08/curso-de-doutrina-social-da-igreja.html

Trata-se, portanto, de uma tradição cultural, não tanto religiosa. Mesmo que fosse questão de religião, não fere a laicidade do Estado, pois seria a representação da maioria, ainda. Também não é uma norma que deva ter um crucifixo em cada repartição pública. Alguém colocou, e ali ficou. Mesmo assim os cristãos não reclamam dos símbolos pagãos do Estado, como são as deusas mitológicas da República e da Justiça, por exemplo.

Alguns partidos políticos estão tentando subverter a ordem das coisas, com suas ideologias anticristãs. A Cruz incomoda a eles. Falta de compromisso democrático que eles mesmos reconhecem, pois "lutam" apenas pelas "minorias".

Se se retira um símbolo religioso quase universal em nome da liberdade religiosa, na verdade estão agindo contra a religião, sendo, portanto, anti-laicidade do Estado, que deve garantir a livre manifestação religiosa quando não há dano ao bem comum.

Laico quer dizer do povo, popular. Não há nada mais popular que a fé cristã, mesmo que em declínio. Não há melhor símbolo ético, moral, jurídico que a Cruz. Um condenado inocente, pelo Estado injusto, no meio de ladrões, com o povo chorando aos seus pés.


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Curso Doutrina Social da Igreja - www.cursoscatolicos.com.br

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