quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Foi lançado o aplicativo oficial Moodle Mobile, para acesso a plataformas de cursos Moodle, como a nossa.
Já era (e continua sendo) possível acessar os nossos cursos via celular através do site, que se adapta ao formato do dispositivo. Com este novo aplicativo você poderá:

- navegar no conteúdo do curso, mesmo offline (exceto vídeos e links externos; você deve baixar os conteúdos enquanto estiver conectado)
- receber notificações instantâneas de mensagens e outros eventos
- encontrar e contactar rapidamente pessoas nos seus cursos
- fazer upload de arquivos do seu dispositivo móvel
- ver as notas dos seus cursos
- e mais!

O aplicativo é gratuito. Procure em sua loja de aplicativos (Android e Apple) por



do desenvolvedor Moodle Pty Ltd.

Após instalado, na tela inicial será pedido o site. Digite: moodle.cursoscatolicos.com.br
Depois entre com seu usuário e senha já cadastrados (não use a opção Cadastrar novo usuário!). O aplicativo não pedirá mais dados de acesso enquanto estiver instalado.

Veja algumas imagens do aplicativo com nossos cursos:






Conheça nossos cursos:
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Os principais veículos de notícias do Brasil noticiaram - e continuaram repetindo - que o Papa Francisco reconheceu "casal" gay e seus filhos adotados como família, em resposta à carta enviada pela dupla em agradecimento ao batizados dos três jovens.
Veja, por exemplo, esta notícia.
A carta em questão é esta:
A resposta, assinada pelo Monsenhor Paolo Borgia, assessor para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, diz que o pontífice "viu com apreço" a carta e "lhe deseja felicidades".
"(...) também o Papa Francisco lhe deseja felicidades, invocando para sua família a abundância das graças divinas, a fim de viverem constante e fielmente a condição de cristãos, como bons filhos de Deus e da Igreja, ao enviar-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica, pedindo que não se esqueçam de rezar por ele", diz a carta do Vaticano. 

Vamos aos fatos:

1. A carta é assinada pelo Monsenhor Paolo Borgia, assessor para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, que é quem cuida, junto com outros, de ler as milhares de correspondências que ele recebe (Papa Francisco recebe duas mil cartas de fiéis por dia).

2. O texto da carta é padrão. O papa não lê todas as cartas, mas é noticiado delas, e vez ou outra selecionam algumas para ele realmente ler. É provável que neste caso ele não tenha realmente lido, por tratava-se apenas de uma carta de agradecimento. A secretaria tem textos-padrão para cada tipo de carta, seja de agradecimento, de pedidos, de presentes, etc.
Veja estas cartas, recolhidas na internet, de pessoas que receberam resposta do Vaticano. A primeira contém exatamente a mesma frase que fala da família:

3. Quem realmente conhecia o caso, o bispo de Curitiba, que fez o Batismo, teve a atitude correta. Segundo o próprio pai adotivo: "[...] marquei uma audiência com o arcebispo de Curitiba [Dom José Antônio Peruzzo]. Ele topou. Disse que ia batizar as crianças e, não, o casal. Ele só exigiu que elas fizessem um curso de pré-batismo; e os pais, as madrinhas e o padrinho, um de preparação"".
O padre Luciano Tokarski, coordenador da Comissão de Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Curitiba, afirma que a Igreja aprovou o batismo dos filhos do casal.
"Vimos o batismo com bons olhos. A Igreja tem uma atitude de acolhida, de misericórdia, de compaixão, de proximidade. Nunca as portas estiverem fechadas para ninguém. Não existe nenhum documento oficial da Igreja que proíba isso", comenta.
Tokarski, no entanto, ressalta que, mesmo respeitando, a Igreja Católica não aprova o casamento gay. "O fato de aceitarmos o batismo dos adolescentes não significa que a Igreja aprova o casamento homossexual. A Igreja está dizendo que os filhos deles podem ser batizados, mas seguimos contrários à união entre dois homens, apesar de acolhermos todas as pessoas", esclarece. (G1)
 4. O próprio Papa Francisco já afirmou, várias vezes, a doutrina de sempre da Igreja sobre a família:
“Não pode haver confusão entre a família, querida por Deus, e qualquer outro tipo de união”.
“A família, fundada no matrimônio indissolúvel, unitivo e procriador, pertence ao sonho de Deus e da sua Igreja para a salvação da humanidade” (https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2016/january/documents/papa-francesco_20160122_anno-giudiziario-rota-romana.html)
E, no mesmo texto, esclarece:
"Quando a Igreja, através do vosso serviço, se propõe esclarecer a verdade acerca do matrimónio no caso concreto, para o bem dos fiéis, ao mesmo tempo tem sempre presente que quantos, por livre escolha ou por circunstâncias infelizes da vida, vivem num estado objectivo de erro, continuando a ser objecto do amor misericordioso de Cristo e por isso da própria Igreja."
 Ou seja: há a verdadeira família, fundada no matrimônio indissolúvel, unitivo e procriador; há verdadeiras famílias, porém deficientes; há arranjos comunitários semelhantes à família. A Igreja quer acolher a todos, mas não pode deixar de anunciar a verdade e aquilo que é "o sonho de Deus".

ATUALIZAÇÃO 09/08/2017 - A Arquidiocese de Curitiba lançou nota sobre o ocorrido, confirmando nossas informações acima.
http://arquidiocesedecuritiba.org.br/2017/08/08/nota-de-esclarecimento-acerca-de-carta-enviada-pela-santa-se-parabenizando-o-batizado-de-filhos-adotivos-de-casal-homoafetivo/


segunda-feira, 7 de agosto de 2017


http://loja.cursoscatolicos.com.br/bentoxviResumo de
RATZINGER, Joseph. Duas balizas importantes no caminho de Jesus: a confissão de Pedro e a Transfiguração. In: _____. Jesus de Nazaré. São Paulo: Planeta, 2007. p. 247-270.

Nos sinóticos, a confissão de Pedro e a transfiguração estão ligados por uma informação temporal. Mt e Mc dizem: “Seis dias depois Jesus tomou à parte Pedro, Tiago e João”. Lc escreve: “Cerca de oito dias depois destes discursos”. Confissão e transfiguração estão relacionados como a glória e a paixão, a divindade e a cruz.
No outono há duas festas judaicas separadas por cinco dias: o Yom Kippur e seis dias depois a Sukkot. Pedro teria manifestado sua fé no Cristo no Yom Kippur, nesse dia em que o Sumo Sacerdote pronunciava o nome de Deus no Santo dos Santos do templo.
Outra explicação relaciona os dois eventos dentro da semana das tendas. A confissão no primeiro dia e a transfiguração no último.
Há uma outra explicação não relacionada com a festa das tendas, mas com Ex 24, a subida de Moisés ao Sinai, onde se lê: “A glória do Senhor desceu sobre o Sinai e a nuvem cobriu o monte durante seis dias. No sétimo dia o Senhor chamou Moisés do meio da nuvem”.
As três explicações oferecem contextos importantes, apesar da datação pelas festas ser mais convincente.
No texto da Transfiguração se diz que Jesus subiu ao monte com Pedro, Tiago e João. Os mesmos, mais tarde, estarão no monte das Oliveiras. Pode-se também relacionar com o já citado capítulo do Êxodo, onde Moisés também toma três pessoas consigo.
O monte é local de especial relação com Deus, de paixão e de revelação. O monte da tentação, da pregação, da oração, da transfiguração, da agonia, da cruz e o monte do Ressuscitado. No AT temos os montes de revelação: o Sinai, o Horeb e o Moriah.
Os sinóticos concordam que, enquanto Jesus orava, suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Penetrado na intimidade de Deus, Ele próprio é luz. Aqui a diferença com Moisés, que não sabia que seu rosto brilhava, Jesus brilha a partir de si mesmo. No Ap se faz referência às vestes brancas dos anjos e dos eleitos, que foram lavadas no sangue do Cordeiro, foram ligados à paixão de Jesus, revestidos de sua luz.

Apareceram Moisés e Elias. A lei e os profetas falam com Jesus, falam de Jesus. O mesmo se dá no caminho de Emaús. Lc conta sobre o que falavam: sobre o seu êxodo, passagem pela paixão para a glória.

Ao descerem do monte Jesus fala aos discípulos sobre sua ressurreição. Eles, porém, perguntam sobre o regresso de Elias! Jesus confirma essa expectativa, a completa e corrige, identificando-o com João Batista, que prepara a vinda do Messias. A tradição vigente previa o martírio de Elias, por ocasião de sua volta.

As palavras de Pedro, em meio ao medo e à alegria, sobre “construir três tendas” podem sugerir uma relação com Êx 33, onde Moisés monta fora do acampamento a tenda da revelação, sobre a qual a coluna de nuvem desceu e Moisés e Deus dialogavam. Mas o fato de serem três tendas contrapõe esta relação.
A relação com a festa dos tabernáculos torna-se convincente pelo sentido messiânico da festa e também pelo testemunho dos Padres da Igreja. O aspecto de esperança da festa se dava pela representação da divina tenda onde habitariam os redimidos no mundo futuro. Pedro, em seu êxtase, reconhece que chegou o tempo messiânico.
São Gregório de Nissa relaciona, ainda, a festa dos tabernáculos com a encarnação (Jo 1,14).

“Veio então uma nuvem... deveis escutá-lo”. A nuvem era sinal da presença de Deus. A mesma cena do Batismo, com a proclamação da filiação, mais o imperativo: “A Ele deveis escutar”. Relacionando com a subida de Moisés no Sinai onde recebeu a Torá, Jesus torna-se Ele mesmo a Torá, a revelação de Deus. Moisés ordenava o que Deus lhe dizia; Jesus, Ele mesmo devia ser escutado.

A frase inicial de Mc (9,1) antes da Transfiguração, segundo Pesch faz referência à transfiguração mesma.

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Reflexões para o Ano Litúrgico. Anos A, B e C - PAPA BENTO XVI




quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Um leitor nos questiona, espantado, "por que a Igreja esconde que Lúcifer não é o diabo, mas Jesus Cristo?"
Essa é uma daquelas "confusões dos diabos" que as pessoas fazem, principalmente após ler qualquer bobagem na internet.
 
Qualquer católico médio, que estudou bem o catecismo, sabe responder isso. Mas vamos ajudar:
Não se pode dizer que "Roma" ou "Jerônimo" "nos enganou" (como o questionador supôs), porque nunca disseram nada a respeito. Consulte o Catecismo da Igreja Católica e verá que não aparece em lugar algum menção ao nome próprio Lúcifer: nos números 391 e seguintes está a doutrina sobre os anjos caídos. A Igreja chama ao chefe dos demônios de Diabo (do grego) ou Satanás (do hebraico). São sinônimos. Igualmente, nem os catecismos mais antigos citam o diabo com o nome de Lúcifer.
Na Bíblia, também, não aparece o termo lucifer (latim: brilhante, portador de luz) referindo-se ao diabo. Há vários textos que traduzidos para o latim soam como lucifer: Is 14,12, Jó 11,17, 2Pe 1,19, Ap 22,16.
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E ainda: a Igreja tem um Santo de nome Lúcifer! https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%BAcifer_(bispo)
Este era anterior a São Jerônimo, tanto que São Jerônimo escreveu sobre ele, na obra ALTERCATIO LUCIFERIANI ET ORTHODOXI (Altercação entre Luciferianos e Ortodoxos), contando sobre os debates do bispo São Lúcifer contra os arianos. Vê-se que não pode ter sido São Jerônimo quem produziu essa confusão.

Na Vigília Pascal, até hoje, canta-se um canto que, em latim, pronuncia-se a palavra lucifer (lê-se lutifer), referindo-se à luz do Círio Pascal aceso, que simboliza o Cristo! https://padrepauloricardo.org/blog/lucifer-no-vaticano-e-a-exploracao-da-ignorancia
Então, como surge o nome Lúcifer como nome próprio do diabo?
Como vimos, não pode ter sido antes do século V. Mas a partir daí, fazendo um paralelo com a doutrina sobre os anjos caídos, nos tempos em que se falava latim pode ter surgido essa associação de nomes no meio popular, pois a doutrina católica diz que o primeiro anjo mau a se rebelar era antes muito próximo de Deus, por isso luminoso (numa linguagem figurada, pois anjos são espíritos sem matéria). Assim, ao explicar em latim que era um anjo bom, luminoso (lucifer), alguns acabaram dando a esse anjo mais um nome: Lúcifer!
Também pode ter ocorrido a associação com o texto de Is 14,12, que diz: "Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações!"  - É uma profecia contra o rei da Babilônia, que acabou sendo associado à história da queda dos anjos.

Portanto, trata-se de um nome popular, assim como capeta, tinhoso, coisa ruim, etc., ainda que teólogos o tenham usado.
Note que esse nome só é usado popularmente, no cinema e na literatura. Nunca na doutrina da Igreja, raramente por algum teólogo.
A Igreja Católica tem uma doutrina certa, sólida e clara. Não engana ninguém. Basta querer aprendê-la e não dar ouvidos aos ignorantes.


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terça-feira, 1 de agosto de 2017

A laicidade do Estado é um princípio aceito pela Igreja, porém não é uma questão de símbolos.

DSI 572 O princípio da laicidade comporta o respeito de toda confissão religiosa por parte do Estado, «que assegura o livre exercício das atividades cultuais, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes. Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação». Infelizmente permanecem ainda, inclusive nas sociedades democráticas, expressões de laicismo intolerante, que hostilizam qualquer forma de relevância política e cultural da fé, procurando desqualificar o empenho social e político dos cristãos, porque se reconhecem nas verdades ensinadas pela Igreja e obedecem ao dever moral de ser coerentes com a própria consciência; chega-se também e mais radicalmente a negar a própria ética natural. Esta negação, que prospecta uma condição de anarquia moral cuja consequência é a prepotência do mais forte sobre o mais fraco, não pode ser acolhida por nenhuma forma legítima de pluralismo, porque mina as próprias bases da convivência humana. À luz deste estado de coisas, «a marginalização do Cristianismo não poderia ajudar ao projeto de uma sociedade futura e à concórdia entre os povos; seria, pelo contrário, uma ameaça para os próprios fundamentos espirituais e culturais da civilização».

A História mostra que a Igreja Católica construiu a nossa cultura, a nossa civilização; o ordenamento jurídico e nossas formas de governo têm por base o cristianismo, que reuniu o que havia de melhor das civilizações grega, romana e judaica.

Ora, o símbolo máximo dessa civilização ocidental é a Cruz. O primeiro símbolo visto pelos nativos no descobrimento do Brasil foi a cruz das naus. O primeiro símbolo levantado nesta terra foi a Cruz, em uma Missa.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/08/curso-de-doutrina-social-da-igreja.html

Trata-se, portanto, de uma tradição cultural, não tanto religiosa. Mesmo que fosse questão de religião, não fere a laicidade do Estado, pois seria a representação da maioria, ainda. Também não é uma norma que deva ter um crucifixo em cada repartição pública. Alguém colocou, e ali ficou. Mesmo assim os cristãos não reclamam dos símbolos pagãos do Estado, como são as deusas mitológicas da República e da Justiça, por exemplo.

Alguns partidos políticos estão tentando subverter a ordem das coisas, com suas ideologias anticristãs. A Cruz incomoda a eles. Falta de compromisso democrático que eles mesmos reconhecem, pois "lutam" apenas pelas "minorias".

Se se retira um símbolo religioso quase universal em nome da liberdade religiosa, na verdade estão agindo contra a religião, sendo, portanto, anti-laicidade do Estado, que deve garantir a livre manifestação religiosa quando não há dano ao bem comum.

Laico quer dizer do povo, popular. Não há nada mais popular que a fé cristã, mesmo que em declínio. Não há melhor símbolo ético, moral, jurídico que a Cruz. Um condenado inocente, pelo Estado injusto, no meio de ladrões, com o povo chorando aos seus pés.


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Curso Doutrina Social da Igreja - www.cursoscatolicos.com.br

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Instrução o chama de “comentador” (comentarista) no número 105b: “Incumbido de fazer aos fiéis, se for oportuno, breves explicações e admonições, a fim de os introduzir na celebração e os dispor a compreendê-la melhor". E adverte: "As admonições do comentador devem ser cuidadosamente preparadas e muito sóbrias. No desempenho da sua função, o comentador deve colocar-se em lugar adequado, à frente dos fiéis, mas não no ambão”.
Essa função é dispensável em grande parte das assembleias que já estão bastante familiarizadas com a Missa atual. Explicações, neste caso, tornam-se inoportunas.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html

A Instrução indica apenas as admonições que competem ao sacerdote: a admonição inicial, após o sinal da cruz e a saudação; antes da Oração dos fiéis e antes do Pai-nosso. A análise atenta mostra ainda mais: alguns "comentários" quebram o ritmo normal da Liturgia, por exemplo, no caso citado da admonição inicial, quando o comentarista faz seu "comentário" (às vezes mini-homilias) e logo em seguida o padre também faz esta admonição inicial, que lhe compete, repetindo e cansando os fiéis.
Os lugares costumeiros de se ouvir "comentários" são no início da celebração, antes da Liturgia da Palavra e antes da Liturgia Eucarística. Outros incham ainda mais a celebração colocando "comentários" antes de cada leitura e evangelho e antes da comunhão. Vejamos como são de fato estas passagens na Instrução Geral do Missal Romano (da admonição inicial já falamos acima):
- Antes da Liturgia da Palavra:"128. Terminada a oração coleta, todos se sentam. O sacerdote pode, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na liturgia da palavra".
- Entre as leituras: Não há esta referência. "Pode então observar-se, se for oportuno, um breve espaço de silêncio, para que todos meditem brevemente no que ouviram". Antes do Evangelho também não há espaço: "131. Depois (da leitura) todos se levantam e canta-se o Aleluia".
- Antes das preces: "138. Terminado o Símbolo (Creio), o sacerdote, de pé junto da cadeira, de mãos juntas, convida os fiéis à oração universal com uma breve admonição".
- Antes da Liturgia Eucarística: Não há espaço. "139. Terminada a oração universal, todos se sentam, e começa o cântico do ofertório".
- Antes do Pai-nosso: "152. Terminada a Oração eucarística, o sacerdote, de mãos juntas, diz a admonição que antecede a oração dominical".
- Antes da Comunhão: Não há comentário, sequer espaço de silêncio. "159. Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, começa-se o canto da Comunhão".
http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html


Vemos assim que a função litúrgica do animador hoje estaria reduzida talvez a ler as intenções particulares antes da Missa e, quem sabe, dizer os avisos e convites após a Missa. Algumas grandes celebrações, principalmente campais, podem carecer de algumas intervençoes de um animador. Foi muito importante, sem dúvida, nos tempos imediatamente posteriores à reforma litúrgica da década de 60, em que o povo certamente estranharia uma nova forma de celebrar se não tivesse a ajuda de alguns comentários. Hoje, porém, os tempos são outros.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

In-habitação: é a morada de Deus dentro de nós.
É uma linguagem e uma realidade espiritual, não que possamos dizer que Deus está aqui, "sentado no meu pulmão, escorado no meu coração".
É uma ação atribuída ao Espírito Santo, mas sabemos que a ação de uma das Pessoas é ação dos Três.
Deixemos que a Igreja explique:

"A inabitação do Espírito Santo

78. Certamente não desconhecemos quão difícil de entender e de explicar é esta doutrina da nossa união com o divino Redentor, e especialmente da habitação do Espírito Santo nas almas, pelos véus do mistério que a recatam e tornam obscura à investigação da fraca inteligência humana. Mas sabemos também que da investigação bem feita e persistente e do conflito e concurso das várias opiniões, se a investigação for orientada pelo amor da verdade e pela devida submissão à Igreja, brotam faíscas e se acendem luzes com que, mesmo neste gênero de ciências sagradas, se pode obter verdadeiro progresso. Por isso não censuramos os que, por diversos caminhos, se esforçam por atingir e quanto possível declarar este tão sublime mistério da nossa admirável união com Cristo. Uma coisa, porém, devem todos ter por certa e indubitável, se não querem desviar-se da verdadeira doutrina e do reto magistério da Igreja: rejeitar toda a explicação desta mística união que pretenda elevar os fiéis tanto acima da ordem criada, que cheguem a invadir a divina, a ponto de se atribuir em sentido próprio um só que seja dos atributos de Deus. Retenham também firmemente aquele outro princípio certíssimo, que nestas matérias é comum à SS. Trindade tudo o que se refere e enquanto se refere a Deus como suprema causa eficiente.
http://loja.cursoscatolicos.com.br/subiaco
Publicações monásticas, patrística e de espiritualidade
79. Note-se também que se trata de um mistério recôndito, que neste exílio terrestre nunca se poderá completamente desvendar ou compreender nem explicar em linguagem humana. Diz-se que as Pessoas divinas habitam na criatura inteligente enquanto presentes nela de modo imperscrutável, dela são atingidas por via de conhecimento e amor, (53) de modo porém absolutamente íntimo e singular, que transcende a natureza humana. Para formarmos disto uma idéia ao menos aproximativa, não devemos descurar o caminho e método que o Concílio Vaticano tanto recomenda nestas matérias, para obter luz com que se possa vislumbrar alguma coisa dos divinos arcanos, isto é, a comparação dos mistérios entre si e com o bem supremo a que se dirigem. E é assim que Nosso sapientíssimo Predecessor de feliz memória Leão XIII, tratando desta nossa união com Cristo e da habitação do Espírito Paráclito em nós, muito oportunamente fixa os olhos na visão beatífica, que um dia no céu completará e consumará esta união mística. "Esta admirável união, diz ele, que com termo próprio se chama "inabitação", difere apenas daquela com que Deus no céu abraça e beatifica os bem-aventurados, só pela nossa condição (de viajores na terra)".(55) Naquela visão poderemos com os olhos do Espírito, elevados pelo lume da glória, contemplar de modo inefável o Pai, o Filho e o Divino Espírito, assistir de perto por toda a eternidade às processões das divinas Pessoas e gozar de uma bem-aventurança semelhantíssima àquela que faz bem-aventurada a santíssima e indivisível Trindade."
22. A incorporação em Cristo, realizada pelo Baptismo, renova-se e consolida-se continuamente através da participação no sacrifício eucarístico, sobretudo na sua forma plena que é a comunhão sacramental. Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Ele intensifica a sua amizade connosco: « Chamei-vos amigos » (Jo 15, 14). Mais ainda, nós vivemos por Ele: « O que Me come viverá por Mim » (Jo 6, 57). Na comunhão eucarística, realiza-se de modo sublime a inabitação mútua de Cristo e do discípulo: « Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós » (Jo 15, 4).
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_20030417_eccl-de-euch_po.html

terça-feira, 11 de julho de 2017

É um campo em que cabem muitas opiniões, porque não é um tema essencial para a fé e a salvação das almas saber o modus operandi da mente de Jesus, porém temos que ter o cuidado de não afetar o essencial de sua mensagem.

Em resumo da questão, eu diria que Jesus tinha plena consciência de si e de sua missão, incluindo vários aspectos do futuro, em virtude daquilo que Ele "viu do Pai", da sua união hipostática. A consciência, porém, não precisa ser absoluta e imediata, mas progressiva e somente naquilo que era necessário.

O que a Igreja já formulou a respeito, são as quatro proposições seguintes. Estão no documento, em espanhol: A consciência que Jesus tinha de si mesmo e de sua missão. No texto completo há mais comentários.

1 - La vida de Jesús testifica la conciencia de su relación filial al Padre. Su comportamiento y sus palabras, que son las del «servidor» perfecto, implican una autoridad que supera la de los antiguos profetas y que corresponde sólo a Dios. Jesús tomaba esta autoridad incomparable de su relación singular a Dios, a quien él llama «mi Padre». Tenía conciencia de ser el Hijo único de Dios y, en este sentido, de ser, él mismo, Dios.

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2 - Jesús conocía el fin de su misión: anunciar el Reino de Dios y hacerlo presente en su persona, sus actos y sus palabras, para que el mundo sea reconciliado con Dios y renovado. Ha aceptado libremente la voluntad del Padre: dar su vida para la salvación de todos los hombres; se sabía enviado por el Padre para servir y para dar su vida «por la muchedumbre» (Mc 14, 24).
3 -
Para realizar su misión salvífica, Jesús ha querido reunir a los hombres en orden al Reino y convocarlos en torno a sí. En orden a este designio, Jesús ha realizado actos concretos, cuya única interpretación posible, tomados en su conjunto, es la preparación de la Iglesia que será definitivamente constituida en los acontecimientos de Pascua y Pentecostés. Es, por tanto, necesario decir que Jesús ha querido fundar la Iglesia.
4 -
La conciencia que tiene Cristo de ser enviado por el Padre para la salvación del mundo y para la convocación de todos los hombres en el pueblo de Dios implica, misteriosamente, el amor de todos los hombres, de manera que todos podemos decir que «el Hijo de Dios me ha amado y se ha entregado por mí» (Gál 2, 20).

Também convido-os a ler o comentário da mesma Comissão Teológica Internacional na notificação sobre as obras de Jon Sobrino, da teologia da libertação, no item V. A auto-consciência de Jesus Cristo, n. 8.

Não é possível separar, sem perigo de cair nas velhas heresias citadas no nosso material, o que seria da natureza humana e o que seria da natureza divina em Jesus. A consciência de Jesus, segundo os documentos citados acima, é consequência de sua divindade:


"A consciência filial e messiânica de Jesus é a consequência directa da sua ontologia de Filho de Deus feito homem. "
"Jesus, o Filho de Deus feito carne, tem um conhecimento íntimo e imediato do seu Pai, uma “visão” que certamente vai para além da fé. A união hipostática e a sua missão de revelação e redenção requerem a visão do Pai e o conhecimento do seu plano de salvação. "
“Os seus olhos [os de Jesus] permanecem fixos no Pai. Precisamente pelo conhecimento e experiência que só Ele tem de Deus, mesmo neste momento de obscuridade Jesus vê claramente a gravidade do pecado e isso mesmo fá-l’O sofrer."
“Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar"
Jesus atribui à sua morte um significado em ordem à salvação; de modo especial Mc 10,45 (Mt 20,28): “o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e a dar a vida como resgate de muitos”; e as palavras da instituição da Eucaristia: “Este é o meu sangue da aliança, que será derramado por muitos”
Lembro-me também da sua agonia: "Pai, afasta de mim esse cálice", e antes ainda:
Mc 8,31-33 (cf. Mt 16,21-28), em algum lugar perto de Cesareia de Filipe, após a confissão de Pedro. “Então começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muitas coisas, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse”
Mc 9,30-32: “O Filho do homem será entregue às mãos dos homens, e tirar-lhe-ão a vida; e depois de morto, ressurgirá ao terceiro dia. Mas eles não compreendiam estas palavras, e temiam interrogá-lo.”
Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze, e em caminho lhes disse: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado, e ao terceiro dia ressuscitará. (Mt 20,17-19).
Com o método histórico-crítico e, pior, ligado à teologia da libertação, essas e outras passagens foram destituídas de valor real, mas seriam reconstruções. A Notificação citada diz, simplesmente, sobre isso: "Os dados neo-testamentários são substituídos por uma hipotética reconstrução histórica, que é errada."
Se negarmos a consciência de Jesus do seu sofrimento, podemos negar o caráter de dom e de sacrifício de sua morte. Como disse antes, pode-se admitir um crescimento nessa consciência divina, mas nunca para depois do início de sua missão pública. Isso explica também o porque do seu escondimento e fuga daqueles que já no início queriam fazê-lo rei.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A essência é aquilo que faz coisa ser o que é.
A essência do homem é a humanidade (não é o corpo, o formato, a matéria; estes são "acidentes", podem estar presentes ou não).

A essência de Deus é Deus mesmo, ou a divindade. Essa essência (ou natureza) é eterna, una, imutável, etc. Não há nenhum tipo de distinção de essência em Deus: as três Pessoas tem a mesma essência: a divindade, idêntica.

A distinção que existe em Deus é nas Pessoas. Aqui porém, temos que apelar para a analogia e a linguagem insuficiente:
Aquela Pessoa que é o "princípio" da divindade, que "dá origem" as outras duas Pessoas, chamamos Pai.
O Pai, desde toda eternidade e para sempre, continuamente ama, contempla, visualiza a Si mesmo. Esta sua Imagem, que é Ele mesmo, não é outro Deus, mas o "si mesmo", o objeto do amor do Pai: é o Filho. A esse ato eterno chamamos "geração", por analogia ao ato humano da geração dos filhos, que é diferente de criação. O filho (e também o Filho eterno de Deus) não é criado, mas "sai" do Pai.
Não houve um momento em que o Filho não existia; Ele existe sempre, Ele é gerado, contemplado, na eternidade, continuamente, está sempre diante do Pai.

Desse amor mútuo entre o Pai (amante) e o Filho (amado) podemos distinguir um terceiro elemento, que é o próprio Amor. A relação entre o Pai e o Filho não pode ser outra coisa senão também natureza divina. Não é algo de fora que faz o Pai amar o Filho, mas é o próprio Deus que ama a si mesmo e é amado por si mesmo. A essa relação damos o nome de "procedência" e corresponde à Pessoa do Espírito Santo: Ele não é "gerado" como o Filho porque "sai" de ambos - procede da relação entre o Pai e o Filho.

É próprio do Pai gerar;
É próprio do Filho ser gerado;
É próprio do Espírito Santo proceder de ambos.

O processo (daí procedência, proceder, processão) de relação que dá "origem" ao Espírito Santo chama espiração, porque seu termo é o Espírito. Espiração (com s mesmo) é o termo usado para designar a procedência do Espírito Santo: Ele é espirado, exalado do Pai e do Filho, de ambos, não de um ou outro. No ato eterno de geração do Filho pelo Pai, da contemplação de ambos "sai" o Espírito Santo.

Atenção para o fato de que este é um processo em Deus eterno; não se dá no tempo, como se o Pai existisse sozinho, depois gerou o Filho e de ambos ocorre a espiração. Não, desde sempre, simultaneamente, eternamente, o Pai gera o Filho e de ambos procede o Espírito Santo.

A relação do Pai para com o Filho é a Paternidade;
A relação do Filho para com o Pai é a Filiação;
A relação do Pai e do Filho (porque a procedência é de ambos) para com o Espírito é a Espiração Ativa (porque o Pai e o Filho agem, espiram)
A relação do Espírito Santo para com o Pai e o Filho é a Espiração passiva (porque o Espírito sofre a ação, é espirado)

Temos, então, quatro relações em Deus.
Pai --> Filho
Filho --> Pai
Pai e Filho --> Espírito
Espírito --> Pai e Filho

(resumo de material do Curso de Iniciação Teológica: www.cursoscatolicos.com.br)

domingo, 9 de julho de 2017





Não troco a sabedoria bimilenar por uma mera opinião.
(www.cursoscatolicos.com.br - facebook.com/cursoscatolicos)


***

"Uma opinião é uma representação objetiva, um pensamento qualquer, uma fantasia que eu posso ter dum modo e outros de outro modo; uma opinião é coisa minha, nunca é uma idéia universal que exista em si e por si. Mas a filosofia não contém nenhuma opinião, porque não existem opiniões filosóficas."

E a Igreja, "mestra em Humanidades", defensora da Verdade, sempre alertou:
"A filosofia moderna, esquecendo-se de orientar a sua pesquisa para o ser, concentrou a própria investigação sobre o conhecimento humano. Em vez de se apoiar sobre a capacidade que o homem tem de conhecer a verdade, preferiu sublinhar as suas limitações e condicionalismos.

Daí provieram várias formas de agnosticismo e relativismo, que levaram a investigação filosófica a perder-se nas areias movediças dum cepticismo geral. E, mais recentemente, ganharam relevo diversas doutrinas que tendem a desvalorizar até mesmo aquelas verdades que o homem estava certo de ter alcançado. A legítima pluralidade de posições cedeu o lugar a um pluralismo indefinido, fundado no pressuposto de que todas as posições são equivalentes: trata-se de um dos sintomas mais difusos, no contexto actual, de desconfiança na verdade. [...] Neste horizonte, tudo fica reduzido a mera opinião. [...] Com falsa modéstia, contentam-se de verdades parciais e provisórias, deixando de tentar pôr as perguntas radicais sobre o sentido e o fundamento último da vida humana, pessoal e social. Em suma, esmoreceu a esperança de se poder receber da filosofia respostas definitivas a tais questões." (grifei. Fides et Ratio, 5)

sábado, 8 de julho de 2017

Sexo seguro: case-se e seja fiel ao seu cônjuge.
AIDS se previne com comportamento, não com instrumentos.

(facebook.com/cursoscatolicos)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Faça download do arquivo para impressão (.doc ou .pdf)
O arquivo contém três páginas: uma totalmente em latim, outra em português, outra bilíngue.
Tamanho A4. Dica: se quiser imprimir menor, configure para imprimir duas páginas por folha (não recomendo para a página bilíngue).


Texto do site do Vaticano sobre as vestes litúrgicas e as orações, com a fundamentação e explicação. http://www.vatican.va/news_services/liturgy/details/ns_lit_doc_20100216_vestizione_po.html
Destaco:
    http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
  1. Ainda que estas orações não sejam mais prescritas (mas nem tampouco ***proibidas***) da forma ordinária do Missal emitido por Paulo VI, seu uso é ***aconselhável***, uma vez que ajudam nas preparações e no recolhimento do sacerdote antes da celebração do Sacrifício Eucarístico. 
  2. Além disso, pode ser útil lembrar que Pio XII, por decreto de 14 de janeiro de 1940, concedeu uma indulgência de cem dias para cada oração.



O texto das orações:

ORATIONES
DICENDÆ CUM SACERDOS INDUITUR
SACERDOTALIBUS PARAMENTIS
Indulgentia centum dierum pro singulis orationibus.
Pius Pp. XII, 14 ianuarii 1940.
Cum lavat manus dicat:
D
a, Dómine, virtútem mánibus meis ad abstergéndam omnem máculam; ut sine pollutióne mentis et córporis váleam tibi servíre.
Ad amictum, dum ponitur super caput, dicat:
I
mpóne, Dómine, cápiti meo gáleam salútis, ad expugnándos diabólicos incúrsus.
Ad albam, cum ea induitur:
D
eálba me, Dómine, et munda cor meum; ut, in Sánguine Agni dealbátus, gáudiis pérfruar sempitérnis.
Ad cingulum, dum se cingit:
P
raecínge me, Dómine, cíngulo puritátis, et exstíngue in lumbis meis humórem libídinis; ut máneat in me virtus continéntiae et castitátis.
Ad manipulum, dum imponitur brachio sinistro:
M
érear, Dómine, portáre manípulum fletus et dolóris; ut cum exsultatióne recípiam mercédem labóris.
Ad stolam, dum imponitur collo:
R
edde mihi, Dómine, stolam immortalitátis, quam pérdidi in praevaricatióne primi paréntis; et, quamvis indígnus accédo ad tuum sacrum mystérium, mérear tamen gáudium sempitérnum.
Ad casulam, dum assumitur:
D
ómine, qui dixísti: Iugum meum suáve est et onus meum leve: fac, ut istud portáre sic váleam, quod cónsequar tuam grátiam. Amen.
ORAÇÕES
PARA A VESTIÇÃO DOS PARAMENTOS SACERDOTAIS
Pio XII, por decreto de 14 de janeiro de 1940, concedeu uma indulgência de cem dias para cada oração.
Enquanto lava as mãos, diz:
D
ai às minhas mãos, Senhor, o poder de apagar toda mácula: para que eu vos possa servir sem mácula do corpo e da alma.
Enquanto passa o Amito sobre a cabeça, diz:
C
olocai, Senhor, na minha cabeça o elmo da salvação para que possa repelir os golpes de Satanás.
Ao vestir a Alva, diz:
R
evesti-me, Senhor, com a túnica de pureza, e limpai o meu coração, para que, banhado no Sangue do Cordeiro, mereça gozar das alegrias eternas.
Ao passar o Cíngulo, diz:
C
ingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza, e extingui nos meus rins o fogo da paixão, para que resida em mim a virtude da continência e da castidade.
Ao colocar o Manípulo, no braço esquerdo:
F
azei, Senhor, que mereça trazer o manípulo do pranto e da dor, para que receba com alegria a recompensa do meu trabalho.
Ao colocar a Estola, sobre os ombros:
R
estitui-me, Senhor, a estola da imortalidade, que perdi na prevaricação do primeiro pai, e, ainda que não seja digno de me abeirar dos Vossos sagrados mistérios, fazei que mereça alcançar as alegrias eternas.
Quando vestir a Casula:
S
enhor, que dissestes: O meu jugo é suave e o meu peso é leve, fazei que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça. Amém.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Reflexão sobre o Evangelho da Ascensão do Senhor, Mc 16,15-20.
Mc 16,20: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.”
 
O céu já é acessível
A cada Domingo reafirmamos a fé na subida de Cristo aos céus, no sentido de que Ele está à direita do Pai. O céu que cremos não é a atmosfera ou o espaço além terra, mas o estar com o Pai.
A Ascensão do Senhor significa que o homem pode entrar na realidade misteriosa de Deus, presente e acima de tudo, mas não contido em nenhum espaço. Se o céu significa o inacessível, Deus fez com que subíssemos ao seu nível através do seu Filho, Deus co-eterno que entrou no nosso tempo e na nossa história, fez-se homem para levantar toda a humanidade, decaída pelo pecado.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
Curso online: Passos para uma reforma litúrgica local
Após a Ressurreição, Jesus retoma a sua condição de Deus eterno, desaparecendo do meio dos seus contemporâneos. Não deixa, porém, de ir para o Pai também com sua natureza humana, agora transformada e elevada. A seus discípulos, deixa a missão de anunciar tudo isto, que é para nós Boa Notícia: sua vida, sofrimento e morte tem sentido porque Deus eleva nossa condição de criaturas à condição de filhos, como e com o Filho ressuscitado.
Para garantir que esta Boa Notícia fosse propagada sem erro por toda a terra e por todos os tempos, Jesus promete assistência infalível àqueles seus Apóstolos, que vieram a ser guardiões de toda verdade revelada. Sem esta assistência do Espírito Santo, confirmada por inúmeros sinais ou milagres, o Corpo que Cristo constituiu como sua extensão, a Igreja, não pode se sustentar.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Comentário sobre o Evangelho de Jo 2,13-25.

A forma de nos relacionarmos com Deus – a religião – é uma virtude a ser exercitada como todas as outras virtudes. A religião cristã, particularmente, é o exercício da fé revelada.
Nossa fé não é produto da mente dos homens, mas foi revelada pelo próprio Deus. No princípio, deu ao povo hebreu uma Lei, baseada no Amor, mas que por isso comporta negações. A misericórdia e a justiça andam lado a lado, a suavidade e a severidade são expressões de um mesmo Amor terno e exigente. O que a Lei proíbe é para preservar o homem da escravidão a que está sujeito se usar mal a sua liberdade.
A boa notícia de Deus, Jesus Cristo, é o modelo de virtude. Cumpre a Lei, vai ao Templo, cura e consola, ao mesmo tempo que corrige e denuncia, usa da ira com a razão, em vista do bem, sem medo ou comodismo.
Ele dá o verdadeiro sentido do Templo, hoje sua Igreja, seu Corpo vivo: a finalidade da Igreja é a oração, a união com Deus, que se dará em definitivo na ressurreição.
O trecho termina com uma curiosa informação: “Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos”. Esses a quem Jesus não dá crédito, mesmo que acreditem, são aqueles que creem com interesse egoísta; que pretendem comprar, negociar com Deus, buscando somente os sinais e milagres. A verdadeira religião é amar a Deus sobre todas as coisas: isso implica em cumprir seus mandamentos e fazer chegar a todos sua presença viva, seu Corpo, sua Igreja.

http://www.cursoscatolicos.com.br/

terça-feira, 4 de julho de 2017

Todo discurso, sobre qualquer assunto, desmorona se não tem por base o problema da verdade. A possibilidade da verdade é a possibilidade de se afirmar ou negar qualquer coisa.
Quem diz: “A verdade é relativa”, está se contradizendo, porque está fazendo uma afirmação. Qualquer afirmação só se sustenta se ela for verdadeira.
O problema da verdade é de elevada importância principalmente para os jovens. Quando crianças, são totalmente dependentes da tradição, isto é, de tudo que lhes chega através de seus pais, formadores, do ambiente. Não têm capacidade intelectual para duvidar ou criticar o que não for absurdo absoluto. Quando já têm a possibilidade e um pouco de capacidade intelectual, já podem emitir alguns juízos, alguns falsos, outros verdadeiros. Certo é que a sede pela verdade acompanha quem tem vontade de viver, isto é, a princípio, todos os seres humanos.
Na fase de transição entre a infância e a idade adulta (idade intelectual, mais que física, apesar da dependência do intelecto das estruturas físicas), o jovem percebe que muitas das suas crenças se mostraram falsas. É levado às vezes, por desejo de verdade, a combater os antigos erros.
Acontece que nessa fase de “rebeldia” ou “revolução” intelectual, o jovem pode descartar, junto com as mentiras, algumas verdades, e em certos casos, a própria possibilidade da verdade. Neste último caso, temos um quadro de “relativismo”, que pode levar até a uma “depressão intelectual”, causada pela perda do sentido da própria existência, já que a existência é uma verdade. O relativismo é particularmente a doença da época contemporânea.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2015/08/curso-de-introducao-aos-dogmas.html
Não nos cabe aqui discorrer sobre os diversos tipos de relativismo, sua gênese e desenvolvimento. Mas é preciso dizer, como já insinuamos, que a verdade existe e é possível e necessário conhecê-la.
A verdade é a adequação de nossa mente às coisas. A existência da verdade como algo objetivo e universal, invariável e superior a qualquer opinião é uma certeza do senso comum necessária. Se é verdade que a verdade não existe, como querem os relativistas, então existe a verdade. Se, também, se admite que existem várias verdades, mesmo que umas contradigam as outras, isso nada mais é que falsidade, mera opinião, obstinação no erro.
Só a partir do princípio fundamental e inegável da possibilidade da verdade é que poderemos obter a paz de espírito, tão desejada por todos. A instabilidade gerada pela negação da verdade é a razão para a negação do próprio homem, da moralidade, da bondade, da beleza, do bem. A busca pela verdade total é a própria felicidade, um caminho a percorrer, não um objetivo distante a que posso descuidar. 
Admitida a possibilidade da verdade, abre-se portas para a descoberta das "outras verdades" negadas ou roubadas, a saber, sobre Deus, sobre a existência, sobre o homem, sobre a religião, sobre a natureza, sobre a vida humana e a história.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

No livro de suas Confissões, Santo Agostinho expõe sua busca por Deus. Na parte em que fala dos prazeres dos sentidos, ele toca a questão do canto na Igreja, sobre como deve ser apreciado o canto unido à razão. Segue o capítulo, com grifos nossos:
 
Os prazeres do ouvido

  Os prazeres do ouvido me prendem e me subjugam com mais força, mas tu me desligaste, me libertaste. 
  Agradam-me ainda, eu o confesso, os cânticos que tuas palavras vivificam, quando executados por voz suave e artística; todavia eles não me prendem, e dele posso me desvencilhar quando quero. Para assentarem no meu íntimo, em companhia com os pensamentos que lhe dão vida, buscam em meu coração um lugar de dignidade, mas eu me esforço ou me ofereço para ceder-lhes só o lugar conveniente.
  Às vezes parece-me tributar-lhe mais atenção do que devia: sinto que tuas palavras santas, acompanhadas do canto, me inflamam de piedade mais devota e mais ardente do que se fossem cantadas de outro modo. Sinto que as emoções da alma encontram na voz e no canto, conforme suas peculiaridades, seu modo de expressão próprio, um misterioso estímulo de afinidade. 
  Mas o prazer dos sentidos, que não deveria seduzir o espírito, muitas vezes me engana. Os sentidos não se limitam a seguir, humildemente, a razão; o mesmo tendo sido admitidos graças à ela, buscam precedê-la e conduzi-la. É nisso que peco sem o sentir, embora depois o perceba. 
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/05/curso-de-canto-gregoriano.html
Curso de Canto Gregoriano Online

  Outras vezes, porém, querendo exageradamente evitar este engano, peco por excessiva severidade; chego ao ponto de querer afastar de meus ouvidos, e da própria Igreja, a melodia dos suaves cânticos que habitualmente acompanham os salmos de Davi. Nessas ocasiões parece-me que o mais seguro seria adotar o costume de Atanásio, bispo de Alexandria. Segundo me relataram, ele os mandava recitar com tão fraca inflexão de voz, que era mais uma declamação do que um canto. 
  Contudo, quando lembro das lágrimas que derramei ao ouvir os cantos de tua Igreja, nos primórdios de minha conversão, e que ainda agora me comovem, não tanto com o canto, mas com as letras cantadas, voz clara e modulações apropriadas, reconheço novamente a grande utilidade desse costume. 
  Assim, oscilo entre o perigo do prazer e a constatação dos efeitos salutares do canto. Por isso, sem emitir juízo definitivo, inclino-me a aprovar o costume de cantar na igreja, para que, pelo prazer do ouvido, a alma ainda muito fraca, se eleve aos sentimentos de piedade. E quando me comovem mais os cantos do que as palavras cantadas, confesso meu pecado e mereço penitencia, e então preferiria não ouvir cantar.  
  Eis em que estado me encontro! Chorai comigo, e chorai por mim, vós que alimentais no coração a virtude, fonte de boas obras. Porque vós, a quem isso não afeta, sois insensíveis a tudo isso. E tu, Senhor meu Deus, escuta, olha e vê; tem piedade de mim, cura-me. Eis que me tornei um problema para mim mesmo, sob teu olhar, e aí está precisamente meu mal. 

domingo, 2 de julho de 2017

Geralmente este debate se origina de uma posição falsa. A Igreja NÃO é a favor da pena de morte, como querem alguns, nem absolutamente CONTRA como querem outros. Com isso não quero dizer que a Igreja está em cima do muro. Não, a sua posição é clara, e bastante conhecida, como repetirei mais abaixo. A Igreja existe para salvar almas, o que a leva a agir na sociedade, aplicando seu juízo moral, segundo o direito natural e a doutrina revelada.

Matar sempre é um mal moral. Mas pode ser considerado mal menor em diversos casos. Por isso, está aberta a possibilidade de se admitir "em caso de extrema gravidade, a pena de morte". Observe então que "caso de extrema gravidade", "depois de esgotados todos os meios", são casos extraordinários que não podem ser regulados por nenhuma instância. Isto é, a sociedade não pode querer a pena de morte. Mas pode admitir que ocorra em certos casos não previstos, em caráter de urgência. A regulamentação ou defesa da pena de morte faz com que ela passe de extraordinária a ordinária, premeditada, prevista, querida.

Por isso o Catecismo, os Santos Doutores e os Papas deixam aberta a possibilidade de tal pena; porque sabem que se não houver outro recurso, é o último a ser usado. Na sociedade atual, não se pode prever um caso em que seria justo condenar alguém à morte. Por exemplo, um caso recente, Sadam Hussein. O criminoso já estava preso, por si não poderia fugir e ninguém mais estaria disposto a lutar por ou com ele. A Igreja pronunciou-se (através da Sala de Imprensa, que não fala em nome do Magistério, mas do Papa) contra a execução (e não houve retratação deste pronunciamento, como era de se esperar, se estivesse equivocado). Outros casos, como Bin Laden e Gaddafi, aparentemente mortos durante operação de captura, a Igreja não se pronunciou contra a morte dos mesmos, a não ser pela utilização das imagens como espetáculo de morte, vingança e violência.

Na perspectiva dos Santos, vale lembrar que mais vale a vida eterna que a vida mortal. E que o pecador pode, por meios só conhecidos e oferecidos pela Divina Misericórdia, se salvar mesmo no seu último instante, sendo-lhe oferecida a oportunidade de purificação póstuma. Matar um corpo não mata a alma.

Por isso, não é o pior dos males. Neste debate, vê-se que a emotividade ou os interesses políticos substituem a verdadeira consciência. A questão está muito facilmente fechada pelo Magistério da Igreja, e não cabe ao fiel cristão fazer militância pró ou contra.

Para terminar deixo as palavras do Magistério, que não necessitam muito esforço de interpretação:

Catecismo da Igreja Católica: "2263. A defesa legítima das pessoas e das sociedades não é uma excepção à proibição de matar o inocente que constitui o homicídio voluntário. «Do acto de defesa pode seguir-se um duplo efeito: um, a conservação da própria vida; outro, a morte do agressor» (39). «Nada impede que um acto possa ter dois efeitos, dos quais só um esteja na intenção, estando o outro para além da intenção» (40).

2264. O amor para consigo mesmo permanece um princípio fundamental de moralidade. E, portanto, legítimo fazer respeitar o seu próprio direito à vida. Quem defende a sua vida não é réu de homicídio, mesmo que se veja constrangido a desferir sobre o agressor um golpe mortal: «Se, para nos defendermos, usarmos duma violência maior do que a necessária, isso será ilícito. Mas se repelirmos a violência com moderação, isso será lícito [...]. E não é necessário à salvação que se deixe de praticar tal acto de defesa moderada para evitar a morte do outro: porque se está mais obrigado a velar pela própria vida do que pela alheia» (41).

2265. A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas até um grave dever para aquele que é responsável pela vida de outrem. Defender o bem comum implica colocar o agressor injusto na impossibilidade de fazer mal. É por esta razão que os detentores legítimos da autoridade têm o direito de recorrer mesmo às armas para repelir os agressores da comunidade civil confiada à sua responsabilidade.

2266. O esforço do Estado em reprimir a difusão de comportamentos que lesam os direitos humanos e as regras fundamentais da convivência civil, corresponde a uma exigência de preservar o bem comum. É direito e dever da autoridade pública legítima infligir penas proporcionadas à gravidade do delito. A pena tem como primeiro objectivo reparar a desordem introduzida pela culpa. Quando esta pena é voluntariamente aceite pelo culpado, adquire valor de expiação. A pena tem ainda como objectivo, para além da defesa da ordem pública e da protecção da segurança das pessoas, uma finalidade medicinal, posto que deve, na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado.


2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor. Contudo, se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana. Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu «são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes» (42)."
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