quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nossa loja começa uma parceria para venda online das obras beneditinas das Edições Subiaco.
Veja aqui todas as obras:
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O primeiro destaque é "SÃO BENTO, VIDA E MILAGRES", obra de São Gregório Magno, papa.

São Bento, vida e milagres (São Gregório Magno)

São Bento: vida e milagres De vita et miraculis venerabilis Benedicti. Segundo livro dos diálogos...
 
Também temos os Cadernos de História Monástica:
 
Cadernos de História Monástica 2 - Santo Antão e o Anacoretismo Copta

2 - Cadernos de História Monástica 2 - Santo Antão e o Anacoretismo Copta (Santo Atanásio, Santo Antão, os Padres do deserto, o monaquismo feminino, os apoftegmas)
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Estes Cadernos de História Monástica oferecem um valioso subsídio para o estudo e aprofundamento das vidas e ensinamentos daqueles que tornaram o monaquismo um campo fértil de santidade.
E porque também nós estamos fazendo a História, cabe-nos o grande desafio, nestes tempos turbulentos, de renovar a vida monástica através da fidelidade ao espírito que animava nossos santos Pais.


 Em breve mais obras monásticas. Confira no link:
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LEMBRETE: Todos os livros do site podem ser comprados com DESCONTO NO FRETE, bastando no fechamento do pedido, no carrinho de compras, digitar no campo "Cupom" o código: REGISTRADA. O envio será feito por carta registrada (limitado a 1,5kg) que tem um valor inferior, porém o prazo e a segurança são os mesmos do PAC.

Em 2006, Ratzinger já convidava o islamismo ao diálogo partindo da razão, e todos - incluindo o Ocidente - o atacaram sem piedade

Por Jorge Traslosheros (Aleteia.org)

Enquanto a violência do autoproclamado Estado Islâmico volta-se contra os cristãos, os yazidis e outras minorias, muitas vozes se unem em condenação. [...] A condenação é unânime. Os fanáticos manipulam o islã, transgridem o Alcorão e traem a religião que dizem professar. Isso faz lembrar o discurso do professor Ratzinger em Ratisbona.

No dia 12 de setembro de 2006, Joseph Ratzinger, atualmente Papa Emérito Bento XVI, visitou a Universidade de Ratisbona, onde havia sido professor. Ali pronunciou um memorável discurso que hoje ressoa com força. Falou da vocação natural das religiões à justiça e à paz, cuja realização depende da articulação correta entre a fé e a razão, um dos grandes tópicos da sua Teologia e do seu Magistério. Explicou que, quando falta o diálogo, apresentam-se as patologias da razão e da religião que fazem escorregar, ao extremo, rumo ao fanatismo. Diante do despertar da irracionalidade misturada ao fundamentalismo, lançou um desafio aos muçulmanos para condenar a violência como meio de impor a fé, sem aliviar também para os cristãos.

O Papa Emérito Bento XVI tinha colocado o dedo na ferida. Três lições devem ser lembradas. Por um lado, o mundo midiático e intelectual do Ocidente, que se diz expressão da tolerância e da liberdade, lançou-se com violência irracional contra Ratzinger, acusando-o de ser fanático e provocador, quando na verdade tinha convidado ao diálogo na razão. Por outro lado, muçulmanos também lançaram condenações. No fim, todos têm de dar razão a Ratzinger. Tanto um quanto o outro mostraram que sofrem das patologias descritas no discurso de Ratisbona.

A reação mais interessante e decisiva foi a do islã. Um grupo de líderes e intelectuais muçulmanos assinou uma carta na qual eles acolhiam o desafio do diálogo. O epicentro aconteceu no Reino da Jordânia, mas se estendeu rapidamente a várias latitudes. Nessa carta, apesar de algum desacordo com Ratzinger, foram condenados aqueles que pretendiam impor com a violência “sonhos utópicos nos quais o fim justifica os meios”.

[...]

O Ocidente laico - políticos, intelectuais e meios de comunicação - desdenhou a proposta e, sem querer, tornou-se cúmplice, por omissão, do fundamentalismo que manipulou o islamismo até criar uma ideologia do extermínio. A sua falta de compreensão é tal que tentou manter o silêncio diante do sacrifício dos cristãos e de outras minorias no Oriente Médio, mas a dura realidade é imposta. Somente ações multilaterais baseadas em uma estratégia que faz da liberdade religiosa e do diálogo interreligioso as próprias pedras angulares poderá trazer paz, justiça e estabilidade no Oriente Médio.

R
atzinger tinha razão para além da aula de Ratisbona. Nas primeiras linhas do seu livro “Introdução ao Cristianismo”, traz as palavras de Kierkegaard sobre o palhaço na aldeia em chamas. Um circo se encontrava na periferia de um vilarejo, e de repente pegou fogo. O patrão ordenou ao palhaço que colocasse a roupa de cena para avisar do perigo eminente. Os habitantes, além de escutá-lo, riam dele tornando em vão o seu esforço. Quando conseguiram reagir era tarde demais. O vilarejo foi consumido pelas chamas. Para o Oriente Médio é mais do que uma simples parábola.

De qualquer forma, Ratzinger estava longe de exortar ao desânimo. A sua Teologia e o Magistério Pontifício foram um ponto de esperança, de alta inteligência. O seu apelo se encontra no realismo e na esperança. A situação atual de quem evangeliza na cultura da indiferença, na verdade, tem pouca coisa de novo. Como Igreja, não compartilhamos o nosso destino com o palhaço, mas com os santos e os profetas que pisaram na terra. Assim diz Jeremias: “A palavra do Senhor tornou-se para mim motivo de vergonha e gozação o dia todo. Eu me dizia: ‘Não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome!’ Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente, fechado em meus ossos. Estou cansado de suportar, não aguento mais!”, (Jr 20, 8-9). Este é um “fogo” que Jesus lançou no mundo e que queria tanto ver arder.

A aula de Ratisbona se transformou em uma evocação. O Reino de Deus parece uma semente que, uma vez colocada na terra, cresce dia e noite mesmo se o trabalhador não percebe, até dar frutos abundantes.

[Leia aqui: Aula Magna de Bento XVI na Universidade de Ratisbona]


George Weigel:  "Quanto ao diálogo proposto por Bento XVI sobre o futuro do islã, ele agora parece bastante improvável. Mas, caso aconteça, os líderes cristãos devem listar sem rodeios as patologias do islamismo e do jihadismo; devem deixar de lado as desculpas não históricas pelo colonialismo do século XX (que imita desajeitadamente o que há de pior nos chavões acadêmicos ocidentais sobre o mundo islâmico árabe); e devem declarar publicamente que, diante de fanáticos sanguinários, como são os responsáveis ​​pelo reinado de terror que está assolando o Iraque e a Síria neste momento, o uso da força das armas, prudente e bem direcionado por aqueles que têm a vontade e os meios para defender os inocentes, é moralmente justificado."

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A reforma litúrgica de Bento XVI: passo-a-passo para a comunidade

sábado, 20 de setembro de 2014

http://loja.cursoscatolicos.com.br/doutrinaeucaristica
Com o título Doutrina Eucarística, respostas às perguntas mais naturais que o espírito humano formula diante do Mistério da Eucaristia, a primeira edição deste Catecismo Eucarístico foi lançada em 1955 por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional. O autor, Dom Antônio Miranda, SDN, bispo emérito de Taubaté/SP, agora reedita a obra, revisada segundo o novo Código de Direito Canônico.
O autor assim apresenta:
“Não nos iludamos: a maioria de nossos católicos não têm fé bastante esclarecida na Divina Eucaristia. E não a têm por falta de doutrinação.
Não hesitamos em dizer que a doutrina essencial, completa, sobre o tríplice aspecto da Eucaristia - Presença real, Sacrifício e Comunhão - está nele consubstanciada em forma de perguntas e respostas.É um verdadeiro CATECISMO DA EUCARISTIA. E assim deveria denominar-se, não fosse a repugnância assinalada que muitos sentem pela palavra "catecismo", muito embora seja o que mais se faz mister para instruir nossa gente."
O livro é organizado em 95 questões, dividido nas seções:
Noções gerais sobre a Eucaristia
A presença real
I Jesus Cristo está presente na hóstia
II De que modo está Jesus Cristo na Eucaristia
O Sacrifício Eucarístico
I Natureza deste sacrifício
II Participação no Sacrifício eucarístico
A Comunhão
I Natureza e efeitos da Comunhão
II Necessidade da Comunhão e disposições para ela
Apêndice
I O culto da divina Eucaristia
II Relações entre Nossa Senhora e a divina Eucaristia
 
O livro está sendo vendido no site da editora com valores promocionais (somente R$17,00) e frete grátis, para ampla divulgação. O pedido também pode ser feito por email: contato@martyria.com.br

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fonte: http://blogdoemanueljr.blogspot.com.br/2014/09/stj-confirma-direitos-civis-de.html

 STJ confirma direitos civis de nascituro e direitos como pessoa

No dia 04/09/2014 a 4ª turma do STJ, por unanimidade, reconheceu que a morte de feto em acidente de trânsito dá direito ao recebimento do seguro obrigatório - DPVAT. Decisão foi proferida em julgado de REsp (Recurso Especial) interposto por uma mulher que estava com aproximadamente seis meses de gestação quando sofreu um acidente automobilístico que provocou o aborto.
A decisão é de profunda importância para a argumentação de que o feto tem direito à vida e para nossa pretensão de demonstrar o quanto as decisões em sentido contrário estão em profunda contradição com o entendimento e sentimento geral da população e mesmo de outras decisões de Tribunais Superiores.
Inicialmente, a ação ajuizada pela autora para cobrar a indenização relativa à cobertura do DPVAT pela perda do filho foi julgada procedente. Porém, o TJ/SC reformou a decisão, sob entendimento de que o feto não pode ser considerado vítima para fins de indenização do DPVAT por não ter personalidade civil nem capacidade de direito.
Tal entendimento segue, a princípio, a lógico do raciocínio da decisão do STF sobre células tronco embrionário e aborto de anencéfalos.
Segundo o acórdão:
“o nascituro detém mera expectativa de direitos em relação aos proveitos patrimoniais, cuja condição depende diretamente do seu nascimento com vida”.
Por outro lado, o relator do recurso no STJ, ministro Luis Felipe Salomão, entendeu que apesar de não possuir personalidade civil, o feto deve ser considerado pessoa e, como tal, detentor de direitos.
Aqui cabe um pequeno e sutil efeito: se o feto é pessoa e tem direitos, apesar de não possuir personalidade civil, isso significa que o primeiro e maior direito de todos, ou seja, o direito à vida, precisa ser garantido. Sem o direito à vida nenhum outro direito pode ser exercido, nada mais lógico.
O Ministro Salomão citou diversos dispositivos legais que protegem os nascituros, como a legitimidade para receber herança, o direito da gestante ao pré-natal – garantia do direito à saúde e à vida do nascituro – e até a classificação do aborto como crime contra a vida.
Eis os motivos pelos quais os abortistas e partidos como PT, PSOL, PCdoB, PSTU e afins querem, a todo custo, eliminar com tais direitos periféricos. Eliminando com esses “direitos periféricos” podem chegar ao centro com mais facilidade uma vez que destruíram a base argumentativa que sustentava a tese.
O Ministro do STJ salientou que:
“Há de se reconhecer a titularidade de direitos da personalidade ao nascituro, dos quais o direito à vida é o mais importante. Garantir ao nascituro expectativas de direitos, ou mesmo direitos condicionados ao nascimento, só faz sentido se lhe for garantido também o direito de nascer, o direito à vida, que é direito pressuposto a todos os demais.”
O ministro assentou que uma vez reconhecido o direito à vida, não há que se falar em improcedência do pedido de indenização referente ao seguro DPVAT. No seu entendimento, se o preceito legal garante indenização por morte, o aborto causado pelo acidente se enquadra perfeitamente na norma, pois “outra coisa não ocorreu senão a morte do nascituro, ou o perecimento de uma vida intrauterina”.

Processo relacionado: REsp 1415727

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Curso online: Doutrina Social da Igreja
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/08/curso-de-doutrina-social-da-igreja.html 

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Respostas católicas a dúvidas e objeções dos homens do terceiro milênio

sábado, 13 de setembro de 2014


A desordem dos atos homossexuais

A desordem está nos atos de homossexualidade e a orientação deve partir desse pressuposto. Vejo que um grande problema está nos conceitos deturpados pelas ideologias de moda; um deles é o conceito de sexualidade.

Só há dois sexos: masculino e feminino, ninguém poderá negar. E a sexualidade é a maneira de viver esta condição natural.
A sexualidade depende da escolha livre do estado de vida. Quanto à sexualidade, só pode haver duas escolhas: o estado de solteiro ou de casado.

Acontece que o estado matrimonial envolve uma segunda pessoa e uma sociedade inteira, na medida que gera deveres. Então, não existe, para ninguém, um direito ao casamento. Há condições, há impedimentos.

A liberdade da pessoa para a sexualidade é que saiba reconhecer o estado de vida a que está preparada, para melhor servir à família, à comunidade, para se dedicar ao trabalho e ao próximo.

É escravidão se deixar guiar por instintos sexuais, por prazeres venérios. Isso é desordenado, é bestialidade, e vale para homo e heterossexuais.

Há um projeto mundial de destruição da família e dos valores perenes, e para esse fim perverso estão sendo usados os homossexuais, os movimentos feministas, as pessoas da saúde, os educadores e muitos incautos dentro da própria Igreja. Devemos estar preparados doutrinal e espiritualmente para não ceder a essas pressões diabólicas.

Recomendo a leitura das reflexões da Igreja sobre o tema:

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19861001_homosexual-persons_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19920724_homosexual-persons_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_po.html

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Curso online: Doutrina Social da Igreja
www.cursoscatolicos.com.br

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Clipping

http://www.cursoscatolicos.com.br


Notícias, referências e indicações dos nossos cursos e livros:


Diocese de Frederico Westphalen/RS 
http://www.diocesefw.com.br/new/


Arquidiocese de Brasília
http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=2289

http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=2210
http://arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=821
http://arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=744
http://arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=1216
 
Diocese de Bauru
http://www.bispadobauru.org.br/nova/noticias.php?news_id=1716&acao=ler
 
Arquidiocese de Curitiba
http://arquidiocesedecuritiba.org.br/mitranovo/aba/41/noticia/425

http://arquidiocesedecuritiba.org.br/mitranovo/aba/1/noticia/448

Diocese de Erexim
http://www.diocesedeerexim.org.br/index.php?pagina=visualizar_noticias&noticia=10666 

Professor Felipe Aquino
http://cleofas.com.br/curso-de-teologia-virtual/

 

Paróquia Maria Mãe da Igreja - Curitiba/PR
http://www.pmmi.com.br/?p=9119

http://www.pmmi.com.br/?p=9302
  
Paróquia São José, SP
http://www.saojose-missionarios.com/site/index.php?secao=noticias&cod=1129


Paróquia São Pedro de Gramado
http://www.saopedrogramado.com.br/noticias/noticias.php?id=224

Pe. César, da Fazenda da Esperança
http://fazenda.org.br/pecesar/?p=360

Agência Zenit:
http://www.zenit.org/pt/articles/curso-de-teologia-virtual

http://www.zenit.org/pt/authors/pe-rafael-maria-osb

Verbo Net:
http://verbonet.com.br/verbonet/index.php?option=com_content&view=article&id=25671:rs-inscricoes-abertas-para-a-5o-edicao-do-curso-de-iniciacao-teologica&catid=5:noticias

Portal C3
http://c3press.com/inscricoes-abertas-para-curso-de-doutrina-social-da-igreja-via-internet.html


Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima:
http://www.acnsf.org.br/print/43329/Inscricoes-abertas-para-a-5a--edicao-do-curso-de-Iniciacao-Teologica.html

Arautos do Evangelho
http://www.arautos.org/noticias/58052/Maria--a-Senhora-da-Pascoa.html

Academia Marial do Santuário de Aparecida: 
http://www.a12.com/academia/


Somos membros do Inter Mirifica, portal do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais:
http://www.intermirifica.net/entity.aspx?Id=8354

Parceiros do Portal Aleteia.org
http://www.aleteia.org/pt/author/marcio-carvalho

Veja também:

Apoio eclesiástico: http://www.cursoscatolicos.com.br/p/apoio-eclesiastico.html
Depoimentos dos alunos: http://www.cursoscatolicos.com.br/p/depoimentos.html

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
A prática da entrada ou procissão da Bíblia, logo antes da primeira leitura, muitas vezes acompanhada de dança, vem sendo tolerada há muito tempo. Fato é que esse “rito” não existe oficialmente, isto é, nos livros e normas litúrgicas. O motivo pelo qual ainda não foi permitida oficialmente, apesar da intensa prática, é que (1) não tem nenhum sentido litúrgico-teológico e ainda (2) perturba o andamento da celebração.

1. Na liturgia, Cristo está presente na “palavra proferida”, não no livro: “Ele está presente em sua palavra visto que é ele próprio quem fala quando as Escrituras são lidas na Igreja”. Esta presença é sinalizada pelo ambão e pela beleza dos livros litúrgicos, isto é, o lecionário e o evangeliário. Em virtude deste sinal, o livro venerado deve ser o que vai ser lido. O livro das leituras ou a Bíblia não é Palavra de Deus se serve apenas como enfeite.

2. Após a Oração do dia ou coleta, os fiéis imediatamente se sentam e fazem silêncio para ouvir a Palavra de Deus. É a prática de séculos. Quando se introduz um rito não previsto neste momento, gera-se um desconforto na assembleia, quebra-se o ritmo. É um “ruído litúrgico”. O que é previsto é a entrada do evangeliário na procissão de entrada, levado pelo diácono ou, na falta deste, um leitor. É colocado no centro do altar, voltado para o povo, e é levado novamente em procissão na hora do Evangelho, por aquele que proclama. Na falta do evangeliário, entra o lecionário que vai direto ao ambão.

A CNBB, num tópico das “Orientações para a celebração da Palavra de Deus” de 1994, diz: “Convém que as comunidades, conforme as circunstâncias específicas, encontrem, dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitem valorizar e realçar o Livro da Palavra (Bíblia, Lecionário) e a sua proclamação solene. O Livro, sinal da Palavra de Deus, é trazido em procissão, colocado na Mesa da Palavra, aclamado antes e depois da leitura e venerado. Não é recomendável que o leitor proclame a Palavra usando o folheto” (n. 70). Note-se que não se diz o momento adequado, nem que esta sugestão seja aplicável à Missa. Tinha em vista corrigir o abuso que é “folheto”, correndo o risco de gerar outros (o que, de fato, ocorreu). Pelo zelo e pela obrigação, opte-se pelas normas do Missal Romano, sinal da unidade litúrgica católica.

Sobre a dança, Cardeal Ratzinger escrevera: “A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século III, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia (…) As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas – invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior a Liturgia do “sacrifício da Palavra”. É totalmente absurdo – na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente” recorrer a espetáculos de pantomimas de dança (Introdução ao Espírito da Liturgia, pg. 146). É permitida, assim como as palmas, somente nas culturas onde faz parte do acompanhamento natural do canto, que não é o nosso caso.

Quem incentiva essas práticas (normalmente “equipes de liturgia” que compreendem mal o sentido de criatividade) deveria se colocar antes no lugar da assembleia.


Fonte:

A reforma litúrgica de Bento XVI: passo-a-passo para a comunidade

Baseado em 3 comentários.
Um dos pontos fortes do pontificado do Papa Bento XVI é promover o que vem sendo chamado de “reforma da reforma"...

Curso "Passos para uma reforma litúrgica local"
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