quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Doutrina Eucarística
Respostas às perguntas mais naturais que o espírito humano formula diante
do Mistério da Eucaristia


O autor, Dom Antônio Miranda, SDN, é bispo emérito de Taubaté/SP.
A primeira edição deste Catecismo Eucarístico foi lançada em 1955 por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional. Revisado segundo o novo Código de Direito Canônico.
Da apresentação do autor:
“Não nos iludamos: a maioria de nossos católicos não têm fé bastante esclarecida na Divina Eucaristia. E não a têm por falta de doutrinação.
Não hesitamos em dizer que a doutrina essencial, completa, sobre o tríplice aspecto da Eucaristia - Presença real, Sacrifício e Comunhão - está nele consubstanciada em forma de perguntas e respostas.É um verdadeiro CATECISMO DA EUCARISTIA. E assim deveria denominar-se, não fosse a repugnância assinalada que muitos sentem pela palavra "catecismo", muito embora seja o que mais se faz mister para instruir nossa gente."
Em 95 questões. Saiba mais, veja os conteúdos e adquira o seu exemplar clicando aqui.

É proposta deste curso investigar, de modo amplo, as Sagradas Escrituras, desde sua formação, visando oferecer uma iniciação à leitura e interpretação da Bíblia, despertando para o estudo pessoal e crítico, segundo os critérios da doutrina católica.
A Bíblia é a  Palavra de Deus em forma de livro, escrita por muitas mãos e por muitos séculos para nossa instrução, vida, felicidade e salvação. 

Conteúdos do curso:

  1. Bíblia, significado e considerações gerais 
  2. Revelação, Escritura e Tradição 
  3. Os autores dos livros bíblicos e a Inspiração Divina 
  4. As Divisões da Bíblia 
  5. Os originais e as versões da Bíblia 
  6. O cânon, os livros apócrifos e os livros canônicos 
  7. Gêneros Literários na Bíblia 
  8. Processo de Formação do Antigo Testamento 
  9. Introdução aos livros do Antigo Testamento 
  10. Processo de Formação do Novo Testamento 
  11. Introdução aos livros do Novo Testamento 
  12. Bíblia, a Palavra de Deus
Método: O aluno poderá fazer um percurso gradativo e didático através do ambiente virtual (internet) em qualquer dia e horário, porém é desejável frequência de acesso e dedicação.

Tipos de atividade disponíveis: 

• Textos base e textos complementares
• Vídeos e links
• Fóruns (moderados e avaliados pelo tutor)
• Questionários (avaliação automática)
• Tarefas (avaliadas pelo tutor)
• Interação entre os participantes e o tutor.

Avaliação e Certificado:
O participante será avaliado nas suas atividades, desenvolvimento e participação. Ao final do curso o participante que obtiver o aproveitamento mínimo de 70% receberá seu certificado de participação e conclusão.

Carga horária: equivalente a 90h/aula

Duração: 4 meses


Mais informações e inscrição, clique aqui.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Muitos, por desconhecimento dessa doutrina ou por má fé, questionam aos Católicos como pode o Papa ser isento de erro se ele peca. Para isso é necessário elucidar que infalibilidade é diferente de impecabilidade.

A doutrina da Infalibilidade do Papa diz que o Sumo Pontífice é infalível quando fala nas condições "ex cathedra", isto é:

1. Quando, na qualidade de Pastor Supremo e Doutor de todos os fiéis, se dirige a toda a Igreja;
2. Quando o objeto de seu ensinamento é a moral, fé ou os costumes;
3. Quando manifesta a vontade de dar decisão dogmática e não simples advertência, instrução de ordem geral.

Em suma, o Papa é infalível quando se dirige, como tal, a toda a Igreja; quando o objeto de seu pronunciamento é moral, fé ou os costumes e quando pronuncia que dará decisão dogmática, ou seja, ele define, manifesta tal decisão.

Em outras palavras, o Papa está passível de falha fora dessas três condições. É necessário elucidar, no entanto, que quando dissemos que o Santo Padre faz um pronunciamento passível de falha, não significa necessariamente que ele falhou, apenas que tal ensinamento ou pronunciamento não foi emitido nas condições "ex-catedra".

A razão da infalibilidade pode ser deduzida das Sagradas Escrituras. Vemos em Mt 28,19-20:

"Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo."(Jesus Cristo à sua Igreja)

Em Jo 14,17.26 Jesus diz a seus apóstolos:
"E o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós."

"Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo que vos tenho dito".

As próprias "Chaves do Reino dos céus" e a promessa de que "as portas do inferno não prevaleceriam sobre ela" (Mt 16, 18-19) é uma característica da infalibilidade do Papa, pois, se Nosso Senhor disse aos apóstolos que eles iriam ensinar a humanidade e que estará com sua Igreja (composta inicialmente por São Pedro e os outros 11 onze apóstolos) até o fim do mundo, então, pela providência divina, esta Igreja não ensinaria nada contra a vontade de Deus.

Portanto, o Papa é infalível nas suas funções como autoridade instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, ter a infalibilidade de ensinar não significa necessariamente ser santo, pois o próprio São Pedro, primeiro Papa da Igreja fundada por Jesus Cristo, pecou.

O fiel comum não é capaz, através de debates com outras pessoas, de definir um ensinamento isento de erro, mesmo os grandes teólogos não possuem essa capacidade. Suas conclusões somente são aceitas quando são colocadas sob apreciação do Magistério Infalível da Santa Igreja centrada na figura do Papa.

Eis o que se deve entender por "infalibilidade" da Igreja, no seu Magistério e no Papa.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

"Queridos irmãos e irmãs,
A Liturgia latina celebra hoje (22/02) a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde o século IV, com a qual se dá graças a Deus pela missão
confiada ao Apóstolo Pedro e aos seus sucessores. Literalmente, a "cátedra" é a sede fixa do Bispo, posto na igreja matriz de uma Diocese, que por isso é chamada "catedral", e constitui o símbolo da autoridade do Bispo e, em particular, do seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos Apóstolos, é chamado a conservar e a transmitir à Comunidade cristã.

Portanto, qual foi a "cátedra" de São Pedro? Escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual edificar a Igreja (cf.  Mt  16, 18), ele começou o seu ministério em Jerusalém, depois da Ascensão do Senhor
e do Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, e provavelmente naquela sala onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou juntamente com os discípulos para que fosse reservado um lugar especial a Simão Pedro. Em seguida, a sé de Pedro tornou-se Antioquia, na Síria, hoje na Turquia, naquela época terceira metrópole do império romano. Depois Pedro dirigiu-se para Roma, centro do Império.


Testemunham-no os mais antigos Padres da Igreja, como por exemplo Santo Ireneu, Bispo de Lião, proveniente porém da Ásia Menor, que no seu tratado "Contra as heresias" descreve a Igreja de Roma como "a maior e a mais antiga, conhecida por todos; ...fundada e constituída em Roma pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo"; e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua exímia superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte” (III, 3, 2-3). Portanto, a cátedra do Bispo de Roma representa não apenas o seu serviço à comunidade romana, mas a sua missão de guia de todo o Povo de Deus. Celebrar a "Cátedra" de Pedro, como fa-zemos hoje, significa, portanto, atribuir-lhe um forte significado espiritual e reconhecer-lhe um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda a sua Igreja e orientá-la no caminho da salvação.
Entre os numerosos testemunhos dos Padres, apraz-me evocar o de São Jerônimo: "Decidi consultar a
cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado,
a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventu-rança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Cartas I, 15, 1-2).

BENTO XVI. Audiência de 22 de fevereiro de 2006. (resumido) Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2006/documents/hf_ben-xvi_aud_20060222_po.html
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