quarta-feira, 31 de dezembro de 2014


Feliz 2015!

São os votos de

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Por causa de nossa fraqueza, Cristo se fez pequeno para aqueles que não podiam atingi-lo e cobriu com o véu do corpo o esplendor de sua majestade que os olhos dos homens não poderiam suportar.

(São Leão Magno)

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Desejamos a todos os leitores, clientes, alunos, amigos e seus familiares, um Santo e Feliz Natal, sob a poderosa intercessão da Santa Mãe do Verbo Encarnado.


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Em 15 de dezembro, em discurso, o Santo Padre chegou a dizer que "os pecados da mídia são desinformação, calúnia e difamação". Isso muito se aplica às interpretações feitas pela mídia secular, que tentam aproveitar das palavras e atitudes do Papa em favor das suas ideologias.

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2014: como a mídia mal-interpretou o papa Francisco ao longo do ano


Por

Sabemos tanta coisa sobre o papa Francisco... e tão poucas delas são verdadeiras!

2014 foi um ano em que os meios de comunicação capricharam nos mal-entendidos sobre o papa. Vamos rever alguns deles.

Janeiro: Um papa Rolling Stone?

A reportagem de capa sobre o papa Francisco na edição de janeiro da revista “Rolling Stone” foi um espetáculo de mau jornalismo.  O comentarista Damon Linker, da revista “The Week”, listou nada menos que nove afirmações ridículas que tinham aparecido na reportagem da “Rolling Stone” como se fossem coisas sérias.

Fevereiro: A comunhão e o cardeal Kasper

No consistório de cardeais realizado em fevereiro, o cardeal Walter Kasper propôs alguns argumentos sobre a possibilidade de que os católicos divorciados e recasados (sem a anulação do matrimônio anterior) pudessem comungar. O mito de que Francisco fosse defensor dessa ideia foi crescendo ao longo do ano, culminando no sínodo de outubro, sobre a família.
Era um mito desnecessário, que o próprio papa desmanchou mais de uma vez. Em agosto, por exemplo, ele declarou: "Quanto à comunhão para as pessoas que estão no segundo casamento, não existe nenhum problema. Se eles estão num segundo casamento, eles não podem comungar".

Muito importante foi também o documento de preparação da Igreja para o sínodo, que reiterou a doutrina sobre os divorciados que se casaram novamente sem terem obtido a anulação matrimonial: o texto deixa claro que a Igreja não pretende mudar a regra, e sim encontrar maneiras mais acolhedoras de reforçar o cumprimento da regra.
O Sacramento do Matrimônio: sinal da união entre Cristo e a Igreja


Março: o encontro com Obama

O papa Francisco e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontraram pela primeira vez e os católicos norte-americanos ficaram desapontados ao ouvirem dizer que o papa não falaria sobre a liberdade religiosa nem sobre o direito a vida, e sim sobre temas em que as duas partes estavam de acordo. As questões polêmicas, portanto, "não seriam tratadas na conversa". Ao menos foi isso o que a mídia divulgou.

No entanto, o Vaticano tinha uma visão muito diferente sobre a reunião: o direito à vida e à liberdade religiosa foi, sim, uma parte muito importante da conversa entre os dois líderes.

Junho: Um papa sincretista?

Um e-mail viral, que já foi reconhecido como falso, espalhou pela internet o boato de que o papa Francisco é sincretista, ou seja, que ele consideraria todas as religiões como igualmente verdadeiras. Quando ele propôs uma oração multi-religiosa pela paz na Terra Santa, a ser feita em pleno Vaticano na data de 8 de junho, os críticos se deram o direito de interpretar que aquele viral estava sendo confirmado como verdadeiro.

Mas, como esclareceu o pe. Dwight Longenecker, o que o Vaticano tinha organizado era um encontro de oração conjunta pela paz entre delegações de Israel e da Palestina. A delegação israelense trazia tanto judeus quanto muçulmanos, e a delegação palestina trazia tanto muçulmanos quanto cristãos. Cada fé religiosa fez a sua prece, em momentos separados, cada uma segundo a própria tradição. E nada disso aconteceu dentro da Basílica de São Pedro, e sim nos Jardins do Vaticano.

A acusação de "sincretismo" reapareceria em novembro, quando o papa Francisco orou na Mesquita Azul, em Istambul. A assessoria de imprensa do Vaticano tranquilizou os críticos mais preocupados: Francisco rezou a mesma prece que Bento XVI tinha rezado no mesmo lugar e da mesma forma.

Salve Roma! A Igreja que Deus fundou



Começo de outubro: a tempestade do sínodo da família

A mídia fez um imenso alarde quando o sínodo extraordinário sobre a família divulgou um relatório preliminar. A frase fatídica foi uma pergunta relacionada às pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo: "Será que as nossas comunidades são capazes de aceitar e valorizar a orientação sexual delas [das pessoas homossexuais, ndr] sem comprometer a doutrina católica sobre a família e o matrimônio?".
"Valorizar a orientação sexual delas" foi a frase que ocasionou o barulho. A Igreja nos ensina há muito tempo a valorizar as pessoas homossexuais. Mas valorizar a orientação homossexual como tal? Isso não é incoerente com os outros ensinamentos do catecismo sobre a homossexualidade?

Não demorou muito para que o problema fosse explicado: o documento recomendava "avaliar" a orientação homossexual, em vez de "valorizar", como tinha sido mal traduzido em vários idiomas.
O papa Francisco, um mês depois, orou por "todos os que procuram apoiar e fortalecer a união do homem e da mulher no casamento como um bem original, natural, fundamental e belo para as pessoas, para as comunidades e para as sociedades inteiras".

Final de outubro: Um papa darwinista?

Em 27 de outubro, o papa Francisco fez um discurso para a Academia de Ciências e disse que "a evolução na natureza não se opõe à noção da criação"; e acrescentou, com seu estilo típico, que Deus não é um "mágico" que cria com uma "varinha de condão", mas que Ele "criou os seres e os deixou desenvolver-se de acordo com as leis internas que tinha dado a cada um para que atingissem a sua plenitude".

A mídia fez mais um dos seus alardes e deu a entender que o papa tinha finalmente admitido a teoria da evolução, quando, na realidade, o papa Pio XII já tinha dito a mesma coisa, meio século antes, na “Humani Generis” (cf. nº 36). O catecismo também diz o mesmo em seu número 283.

Novembro: O "rebaixamento" do cardeal Burke

O anúncio tão esperado chegou em 8 de novembro: o cardeal norte-americano Raymond Burke deixaria o seu posto no Vaticano como prefeito da Assinatura Apostólica, a "Suprema Corte" da Santa Sé, para assumir o cargo de patrono da Ordem de Malta. "O papa Francisco rebaixa o conservador cardeal norte-americano", publicou a agência Reuters.

A notícia preocupou parte dos católicos que apreciam a clareza com que o cardeal Burke se pronuncia diante das questões polêmicas: eles acharam que o papa Francisco estava dando uma espécie de “demonstração de mão de ferro”.

Mas ninguém precisa se preocupar. Na verdade, Burke foi o cardeal que durante mais tempo ocupou o cargo de prefeito da Assinatura Apostólica nos últimos 37 anos. E, como vários observadores do Vaticano destacaram, se o papa Francisco estivesse mesmo querendo se livrar das pessoas de opinião firme, por que não afastava também o cardeal George Pell? E, se ele quisesse silenciar o cardeal Burke, por que o colocava numa posição que lhe dava ainda mais liberdade para se pronunciar com a sua habitual franqueza?

Numa entrevista recente, o próprio papa Francisco esclareceu ainda melhor o mal-entendido: ele disse que tomou a decisão de colocar Burke à frente da Ordem de Malta com a aprovação do próprio cardeal e desde bem antes do sínodo, mas o manteve em seu cargo anterior durante mais tempo para que ele pudesse se envolver no sínodo da família.

Dezembro: os cachorros vão para o céu!

A notícia foi primeira página do “New York Times”: o papa Francisco teria mudado a teologia conservadora que negava aos bichos um lugar no paraíso! "Papa Francisco diz que os cães podem ir para o céu", declarava um artigo do popular jornal norte-americano “USA Today”, compartilhado por milhares de pessoas no Facebook.

O caso é que os sites, jornais, revistas e emissoras de rádio e TV tinham apenas deturpado uma frase dita em 1978 pelo papa Paulo VI...

A mídia, em resumo, tem projetado no papa Francisco os seus próprios desejos, entendendo errado quase tudo o que ele diz de fato.

O melhor crítico desses “mal-entendidos papais”, no fim, é o próprio papa Francisco. "Eu não gosto das interpretações ideológicas, de certa ‘mitologia sobre o papa Francisco’", declarou ele numa entrevista concedida um ano após o início do seu pontificado. "Representar o papa como uma espécie de super-homem, um tipo de astro, me parece uma coisa ofensiva. O papa é um homem que ri, que chora, que dorme serenamente e que tem amigos, como todos. É uma pessoa normal".

De fato, ele é. 

A hora da morte

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

As obras de Cassiano vêm despertando um crescente interesse em nossa época. Mestre por excelência dos caminhos ascéticos e místicos, oferece em sua doutrina um manancial que jorra para a vida eterna. No Egito (380-400), Cassiano e Germano visitam cenobitas e anacoretas. Suas conversas com um determinado "ancião" são colocadas por escrito, em forma de diálogo, denominadas Conferências. Escritas em latim fluente, contribuíram para a propagação do monaquismo cristão no Ocidente. Os grandes fundadores, São Bento, São Domingos, São Bernardo, Santa Teresa de Ávila, inspiraram-se em seus escritos e recomendaram sua leitura.

As Edições Subiaco, especializada em espiritualidade monástica e beneditina, apresenta aos leitores essas Conferências em três volumes, traduzidas do latim, trazendo até nós a experiência dos Pais do Deserto; eles indicam o rumo certo para a realização da vocação de todo ser humano: a comunhão com Deus.

Pelos títulos das Conferências se pode perceber a grandiosidade e utilidade da obra:

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Volume I:
I - Do escopo e do fim do monge
II - Da discrição
III - As três renúncias
IV - Os desejos da carne e os do espírito
V - Os oito vícios principais
VI - A morte dos santos
VII - A mobilidade da alma e dos espíritos malignos.





http://loja.cursoscatolicos.com.br/conferencias2
Volume II:
VIII - Os principados
IX - A oração
X - A oração
XI - A perfeição
XII - A castidade
XIII - A proteção de Deus
XIV - A ciência espiritual
XV - Os carismas divinos




http://loja.cursoscatolicos.com.br/conferencias3
Volume III:
XVI - Da amizade
XVII - Das decisões definitivas
XVIII - Das espécies de monges
XIX - Finalidades do cenobita e do eremita
XX - da finalidade da penitência e do sinal de satisfação
XXI - Do repouso de Pentecostes
XXII - Das ilusões da noite
XXIII - Da impecabilidade
XXIV - Da mortificação

Consta também de Mapas (Vida de Cassiano, O Egito no tempo de Cassiano) e Índices (das Conferências, Escrituístico, dos nomes próprios, Analítico dos temas, dos autores citados).

Adquira com exclusividade em nossa loja pelos links: 
Vol. I (Conferências 1 a 7); Vol. II (Conferências 8 a 15); Vol. III (Conferências 16 a 24)



sábado, 22 de novembro de 2014

CAPÍTULO III
A PESSOA E OS SEUS DIREITOS - II. A PESSOA HUMANA «IMAGO DEI»
b) O drama do pecado
116 [...]A conseqüência do pecado, enquanto ato de separação de Deus, é precisamente a alienação, isto é, a ruptura do homem não só com Deus, como também consigo mesmo, com os demais homens e com o mundo circunstante: «a ruptura com Deus desemboca dramaticamente na divisão entre os irmãos. Na descrição do “primeiro pecado”, a ruptura com Javé espedaçou, ao mesmo tempo, o fio da amizade que unia a família humana; tanto assim que as páginas do Gênesis que se seguem nos mostram o homem e a mulher, como que a apontarem com o dedo acusador um contra o outro; depois o irmão que, hostil ao irmão, acaba por tirar-lhe a vida. Segundo a narração dos fatos de Babel, a conseqüência do pecado é a desagregação da família humana, que já começara com o primeiro pecado e agora chega ao extremo na sua forma social»225. Refletindo sobre o mistério do pecado não se pode deixar de considerar esta trágica concatenação de causa e de efeito.
Curso de Doutrina Social da Igreja
117 O mistério do pecado se compõe de uma dúplice ferida, que o pecador abre no seu próprio flanco e na relação com o próximo. Por isso se pode falar de pecado pessoal e social: todo o pecado é pessoal sob um aspecto; sob um outro aspecto, todo o pecado é social, enquanto e porque tem também conseqüências sociais. O pecado, em sentido verdadeiro e próprio, é sempre um ato da pessoa, porque é um ato de liberdade de um homem, individualmente considerado, e não propriamente de um grupo ou de uma comunidade, mas a cada pecado se pode atribuir indiscutivelmente o caráter de pecado social, tendo em conta o fato de que «em virtude de uma solidariedade humana tão misteriosa e imperceptível quanto real e concreta, o pecado de cada um se repercute, de algum modo, sobre os outros»226. Não é todavia legítima e aceitável uma acepção do pecado social que, mais ou menos inconscientemente, leve a diluir e quase a eliminar a sua componente pessoal, para admitir somente as culpas e responsabilidades sociais. No fundo de cada situação de pecado encontra-se sempre a pessoa que peca.
118 Alguns pecados, ademais, constituem, pelo próprio objeto, uma agressão direta ao próximo. Tais pecados, em particular, se qualificam como pecados sociais. É igualmente social todo o pecado cometido contra a justiça, quer nas relações de pessoa a pessoa, quer nas da pessoa com a comunidade, quer, ainda, nas da comunidade com a pessoa. É social todo o pecado contra os direitos da pessoa humana, a começar pelo direito à vida, incluindo a do nascituro, ou contra a integridade física de alguém; todo o pecado contra a liberdade de outrem, especialmente contra a suprema liberdade de crer em Deus e de adorá-l’O; todo o pecado contra a dignidade e a honra do próximo. Social é todo o pecado contra o bem comum e contra as suas exigências, em toda a ampla esfera dos direitos e dos deveres dos cidadãos. Enfim, é social aquele pecado que «diz respeito às relações entre as várias comunidades humanas. Estas relações nem sempre estão em sintonia com a desígnio de Deus, que quer no mundo justiça, liberdade e paz entre os indivíduos, os grupos, os povos»227.
119 As conseqüências do pecado alimentam as estruturas de pecado*, que se radicam no pecado pessoal e, portanto, estão sempre coligadas aos atos concretos das pessoas, que as introduzem, consolidam e tornam difíceis de remover. E assim se reforçam, se difundem e se tornam fontes de outros pecados, condicionando a conduta dos homens228. Trata-se de condicionamentos e obstáculos que duram muito mais do que as ações feitas no breve arco da vida de um indivíduo e que interferem também no processo de desenvolvimento dos povos, cujo retardo ou lentidão devem ser julgados também sob este aspecto229. As ações e as atitudes opostas à vontade de Deus e ao bem do próximo e as estruturas a que elas induzem parecem ser hoje sobretudo duas: «por outro lado, a sede do poder, com o objetivo de impor aos outros a própria vontade. A cada um destes comportamentos pode juntar-se, para os caracterizar melhor, a expressão: “a qualquer preço”»230.
c) Universalidade do pecado e universalidade da salvação
120 A doutrina do pecado original, que ensina a universalidade do pecado, tem uma importância fundamental: «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós» (1 Jo 1, 8). Esta doutrina induz o homem a não permanecer na culpa e a não tomá-la com leviandade, buscando continuamente bodes expiatórios nos outros homens e justificações no ambiente, na hereditariedade, nas instituições, nas estruturas e nas relações. Trata-se de um ensinamento que desmascara tais engodos.
A doutrina da universalidade do pecado, todavia, não deve ser desligada da consciência da universalidade da salvação em Jesus Cristo. Se dela isolada, gera uma falsa angústia do pecado e uma consideração pessimista do mundo e da vida, que induz a desprezar as realizações culturais e civis dos homens.


225 João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et paenitentia, 15: AAS 77 (1985) 212-213.
226 João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et paenitentia, 16: AAS 77 (1985) 214. O texto explica, ademais, que esta lei da descida, e esta comunhão no pecado, em razão da qual uma alma que se rebaixa pelo pecado arrasta consigo a Igreja, e, de certa maneira, o mundo inteiro, corresponde uma lei de elevação, o profundo e magnífico mistério da Comunhão dos Santos, graças à qual se pode dizer que cada alma que se eleva, eleva o mundo.
227 João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et paenitentia, 16: AAS 77 (1985) 216.
* João Paulo II, Carta encicl. Sollicitudo rei socialis, 36.37: AAS 80 (1988) 561-564; cf. João Paulo II, Exort. apost. Reconciliatio et pænitentia, 16: AAS 77 (1985) 213-217.
228 Cf. Catecismo da Igreja Católica, 1869.
229 Cf. João Paulo II, Carta encicl. Sollicitudo rei socialis, 36: AAS 89 (1988) 561-563.
230 João Paulo II, Carta encicl. Sollicitudo rei socialis, 37: AAS 89 (1988) 563.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

É um campo em que cabem muitas opiniões, porque não é um tema essencial para a fé e a salvação das almas saber o modus operandi da mente de Jesus, porém temos que ter o cuidado de não afetar o essencial de sua mensagem.

Em resumo da questão, eu diria que Jesus tinha plena consciência de si e de sua missão, incluindo vários aspectos do futuro, em virtude daquilo que Ele "viu do Pai", da sua união hipostática. A consciência, porém, não precisa ser absoluta e imediata, mas progressiva e somente naquilo que era necessário.

O que a Igreja já formulou a respeito, são as quatro proposições seguintes. Estão no documento, em espanhol: A consciência que Jesus tinha de si mesmo e de sua missão. No texto completo há mais comentários.

1 - La vida de Jesús testifica la conciencia de su relación filial al Padre. Su comportamiento y sus palabras, que son las del «servidor» perfecto, implican una autoridad que supera la de los antiguos profetas y que corresponde sólo a Dios. Jesús tomaba esta autoridad incomparable de su relación singular a Dios, a quien él llama «mi Padre». Tenía conciencia de ser el Hijo único de Dios y, en este sentido, de ser, él mismo, Dios.

2 - Jesús conocía el fin de su misión: anunciar el Reino de Dios y hacerlo presente en su persona, sus actos y sus palabras, para que el mundo sea reconciliado con Dios y renovado. Ha aceptado libremente la voluntad del Padre: dar su vida para la salvación de todos los hombres; se sabía enviado por el Padre para servir y para dar su vida «por la muchedumbre» (Mc 14, 24).
3 -
Para realizar su misión salvífica, Jesús ha querido reunir a los hombres en orden al Reino y convocarlos en torno a sí. En orden a este designio, Jesús ha realizado actos concretos, cuya única interpretación posible, tomados en su conjunto, es la preparación de la Iglesia que será definitivamente constituida en los acontecimientos de Pascua y Pentecostés. Es, por tanto, necesario decir que Jesús ha querido fundar la Iglesia.
4 -
La conciencia que tiene Cristo de ser enviado por el Padre para la salvación del mundo y para la convocación de todos los hombres en el pueblo de Dios implica, misteriosamente, el amor de todos los hombres, de manera que todos podemos decir que «el Hijo de Dios me ha amado y se ha entregado por mí» (Gál 2, 20).

Também convido-os a ler o comentário da mesma Comissão Teológica Internacional na notificação sobre as obras de Jon Sobrino, da teologia da libertação, no item V. A auto-consciência de Jesus Cristo, n. 8.

Não é possível separar, sem perigo de cair nas velhas heresias, o que seria da natureza humana e o que seria da natureza divina em Jesus. A consciência de Jesus, segundo os documentos citados acima, é consequência de sua divindade:


"A consciência filial e messiânica de Jesus é a consequência directa da sua ontologia de Filho de Deus feito homem. "
"Jesus, o Filho de Deus feito carne, tem um conhecimento íntimo e imediato do seu Pai, uma “visão” que certamente vai para além da fé. A união hipostática e a sua missão de revelação e redenção requerem a visão do Pai e o conhecimento do seu plano de salvação. "
“Os seus olhos [os de Jesus] permanecem fixos no Pai. Precisamente pelo conhecimento e experiência que só Ele tem de Deus, mesmo neste momento de obscuridade Jesus vê claramente a gravidade do pecado e isso mesmo fá-l’O sofrer."
“Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar"
Jesus atribui à sua morte um significado em ordem à salvação; de modo especial Mc 10,45 (Mt 20,28): “o Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e a dar a vida como resgate de muitos”; e as palavras da instituição da Eucaristia: “Este é o meu sangue da aliança, que será derramado por muitos”
Lembro-me também da sua agonia: "Pai, afasta de mim esse cálice", e antes ainda:
Mc 8,31-33 (cf. Mt 16,21-28), em algum lugar perto de Cesareia de Filipe, após a confissão de Pedro. “Então começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muitas coisas, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse”
Mc 9,30-32: “O Filho do homem será entregue às mãos dos homens, e tirar-lhe-ão a vida; e depois de morto, ressurgirá ao terceiro dia. Mas eles não compreendiam estas palavras, e temiam interrogá-lo.”
Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze, e em caminho lhes disse: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado, e ao terceiro dia ressuscitará. (Mt 20,17-19).
Com o método histórico-crítico e, pior, ligado à teologia da libertação, essas e outras passagens foram destituídas de valor real, mas seriam reconstruções. A Notificação citada diz, simplesmente, sobre isso: "Os dados neo-testamentários são substituídos por uma hipotética reconstrução histórica, que é errada."
Se negarmos a consciência de Jesus do seu sofrimento, podemos negar o caráter de dom e de sacrifício de sua morte. Como disse antes, pode-se admitir um crescimento nessa consciência divina, mas nunca para depois do início de sua missão pública. Isso explica também o porque do seu escondimento e fuga daqueles que já no início queriam fazê-lo rei.

Jesus: Revelação de Deus Abbá

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mc 13,31: “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão”.

A proximidade do fim do ano litúrgico, que culmina com a solenidade de Cristo, Rei do Universo, nos traz à memória os ditos de Jesus sobre a consumação da história.

A vida humana é marcada pela instabilidade e incerteza quanto ao futuro. O fim da história de cada um pode se dar a qualquer momento. O próprio Jesus admite que só o Pai conhece o dia e a hora final (Mc 13,32). Diante desta angústia humana, apresenta-se-nos algo definitivo: o sacrifício redentor do Cristo (Hb 10,12). Uma vez para sempre, foi aberta a possibilidade da vida feliz sem fim para além da morte. O único capaz de vencer a morte assumiu a condição de criatura para elevar consigo tudo e todos. Pela ressurreição, Cristo nos deu aquilo que não nos pertencia e não merecíamos, a vida plena em Deus, elevando à perfeição a obra de amor iniciada na criação. Como sinal dessa aliança, Jesus instituiu a Eucaristia como memorial de sua paixão e morte. Por ela, atualizamos e perpetuamos o sacrifício único e definitivo de Jesus, até que ele venha pôr fim à angústia da criação.

Somente Deus é definitivo, eterno, completo. Sempre falta algo nos seres criados. Se não faltasse, não seriam criaturas. Assim, não há nada de definitivo que podemos nos apoiar senão nas palavras de Jesus. “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mc 13,31). Se alguém se apega às coisas que passam, esse pode passar junto com as coisas.

***
 
Os três últimos domingos que encerram o ano litúrgico, no ciclo de São Lucas, relatam a última viagem de Jesus a Jerusalém, onde haveria de morrer. O discurso, porém, é sobre os nossos últimos dias.
 
“Tudo será destruído”, é a advertência de Jesus. Diante da tendência de algumas épocas ou grupos de ver nas guerras, calamidades e perseguições o indício de um fim muito próximo, ouvimos: “É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. Grande perseguição à Igreja foi prenunciada. Em última análise, a perseguição é ao próprio Cristo: “Todos vos odiarão por causa do meu nome.” Àqueles que permanecerem fiéis a esse Nome será certa a vida, não esta que passa, mas a futura.
 
Se o fim dos tempos anunciado pelo Cristo e ensinado pela Igreja não pode ser previsto, o fim de cada indivíduo é certo e vem em breve. São Paulo adverte que isso não é motivo de para quietismo ou ociosidade, mas todos devem trabalhar e cooperar com a graça divina. A caridade cristã não permite a acomodação e a resignação passiva, nem o extremo oposto do pietismo, que pretende comprar a salvação por meio das muitas obras.
 
O fim dos tempos, tanto no plano individual quanto no universal, é motivo de esperança e alegria, conforme o salmista: “Exultem na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade”. Porque Deus é justo, e sua justiça é a misericórdia.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014


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É essencial planejar qualquer tipo de curso. Nos cursos que pretender ensinar aos católicos a se familiarizar e a entender a Bíblia, não basta pegar uma Bíblia, ler textos e fazer comentários. Pior ainda se ficar fazendo interpretações livres.
Há toda uma introdução a se fazer e várias coisas a se conhecer antes de ir ao texto bíblico.
Apresentamos uma sugestão de roteiro básico a ser desenvolvido em cursos bíblicos.

1 NOÇÕES GERAIS E MANEJO DA  BÍBLIA
Nem todos sabem ler e fazer citações bíblicas, nem como se subdivide e como se encontram os diversos livros. Explicar de acordo com o público.

2 Revelação, Escritura e Tradição
Explicar que a Bíblia não é a única fonte de fé para o católico. Pode-se utilizar todo o documento Dei Verbum. É importante distinguir o que é a Tradição da Igreja e qual o papel do Magistério, sem os quais não teríamos Bíblia.

3 A HISTÓRIA DA SALVAÇÃO
Explicar qual é o assunto de toda a Bíblia e fazer esse resumo. É uma catequese, um kerigma, então pode-se utilizar a primeira parte do Catecismo da Igreja Católica.


4 PANORAMA HISTÓRICO-LITERÁRIO-GEOGRÁFICO DA BÍBLIA
Falar um pouco da História geral do ambiente bíblico, do tempo de composição, dos autores humanos. Pode ser útil se utilizar de mapas. Explicar o processo de formação dos textos, sobre os originais e as versões. Introduzir os gêneros literários.
Falar da noção de inspiração bíblica e da inerrância dos textos, que transcende os aspectos deste tópico. Pode ser útil o documento da Pontifícia Comissão Bíblica sobre a Interpretação da Bíblia na Igreja.

5 O CÂNON DA SAGRADA ESCRITURA
Deve ficar claro que a Bíblia é fruto da Igreja Católica, que catalogou e escolheu os textos sagrados entre as centenas de textos disponíveis. Explicar porque as bíblias protestantes tem menos livros.

6 PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA
Introduzir os vários sentidos dos textos e sua hierarquia (sentido literal e espiritual e suas subdivisões). Ver no documento da Pontifícia Comissão Bíblica sobre a Interpretação da Bíblia na Igreja.

7 INTRODUÇÃO AO LIVROS DA BÍBLIA
Fazer por blocos, conforme as divisões da Bíblia: Pentateuco, livros históricos, profetas, sapienciais, Evangelhos, Cartas, etc. Utilizar as introduções de boas bíblias, como a de Jerusalém, Peregrino, Ave Maria, etc.

8 ESTUDO ESPECÍFICO DOS LIVROS
Só depois dessa introdução geral é possível fazer um estudo proveitoso dos livros em separado, mantendo, porém, a unidade de interpretação de cada livro com o todo das Sagradas Escrituras.

REFERÊNCIAS:

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A exceção que Mateus nos apresenta é “exceto em caso de porneia” (παρεκτὸςλόγου πορνείας – Mt 5.32; μὴ ἐπὶ πορνείᾳ  Mt 19.9). 

1. Há um consenso em dizer que a exceção dada por Mateus é o caso de união ilegítima, falsa, nula. O termo grego é porneia, que levou alguns tradutores a traduzir por fornicação ou adultério, mas é provável no seu "rascunho" aramaico Mateus tenha usado algum termo técnico, como zenut, desconhecido para o grego, para matrimônio nulo.
O termo é usado em Lv 18 para todos os tipos de uniões sexuais ilícitas, particularmente casos de consanguinidade. Não seria, portanto, um casamento válido, mas um concubinato. Essa interpretação é reforçada pelo caso da Igreja de Corinto (1Cor 5, o filho com a mulher do pai) em que o termo é usado.

2. Não há, em hipótese alguma, "anulação" de casamento religioso. Um casamento válido só é desfeito pela morte. É um erro de terminologia que pode levar a erro de conceitos.
Há, porém, o reconhecimento da nulidade de uma celebração matrimonial, que significa que o casamento não ocorreu, por um erro no momento do consentimento (nunca por um erro posterior), mesmo que tenha sido descoberto tempos depois de casados.

Há, segundo o Código de Direito Canônico da Igreja, dezenove motivos de nulidade (merecem um curso à parte, aqui somente a título de informação):


A. Falhas de consentimento (cânones 1057 e 1095-1102)
1. Falta de capacidade para consentir (cânon 1095)
2. Ignorância (cânon 1096)
3. Erro (cânones 1097-1099)
4. Simulação (cânon 1101)
5. Violência ou medo (cânon 1103)
6. Condição não cumprida (cânon 1102)

B. Impedimentos dirimentes (cânones 1083-1094)
7. Idade (cânon 1083)
8. Impotência (cânon 1084)
9. Vínculo (cânon 1085)
10. Disparidade de culto (cânon 1086,- cf cânones 1124s)
11.. Ordem Sacra (cânon 1087)
12. Profissão Religiosa Perpétua (cânon 1088)
13. Rapto (cânon 1089)
14. Crime (cânon 1090)
15. Consangüinidade (cânon 1091)
16. Afinidade (cânon 1092)
17. Honestidade pública (cânon 1093)
18. Parentesco legal por adoção (cânon 1094)

C. 19. Falta de forma canônica na celebração do matrimônio (cânones 1108-1123)

Somente um Tribunal Eclesiástico pode reconhecer a nulidade matrimonial. Isso é feito a partir de um processo que conta com investigação, testemunhas, depoimentos, defesa e juízes eclesiásticos.

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O Sacramento do Matrimônio: sinal da união entre Cristo e a Igreja

O Sacramento do Matrimônio: sinal da união entre Cristo e a Igreja

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Uma opinião é uma representação objetiva, um pensamento qualquer, uma fantasia que eu posso ter dum modo e outros de outro modo; uma opinião é coisa minha, nunca é uma idéia universal que exista em si e por si. Mas a filosofia não contém nenhuma opinião, porque não existem opiniões filosóficas.

E a Igreja, "mestra em Humanidades", defensora da Verdade, sempre alertou:
"A filosofia moderna, esquecendo-se de orientar a sua pesquisa para o ser, concentrou a própria investigação sobre o conhecimento humano. Em vez de se apoiar sobre a capacidade que o homem tem de conhecer a verdade, preferiu sublinhar as suas limitações e condicionalismos.

Daí provieram várias formas de agnosticismo e relativismo, que levaram a investigação filosófica a perder-se nas areias movediças dum cepticismo geral. E, mais recentemente, ganharam relevo diversas doutrinas que tendem a desvalorizar até mesmo aquelas verdades que o homem estava certo de ter alcançado. A legítima pluralidade de posições cedeu o lugar a um pluralismo indefinido, fundado no pressuposto de que todas as posições são equivalentes: trata-se de um dos sintomas mais difusos, no contexto actual, de desconfiança na verdade. [...] Neste horizonte, tudo fica reduzido a mera opinião. [...] Com falsa modéstia, contentam-se de verdades parciais e provisórias, deixando de tentar pôr as perguntas radicais sobre o sentido e o fundamento último da vida humana, pessoal e social. Em suma, esmoreceu a esperança de se poder receber da filosofia respostas definitivas a tais questões." (grifei. Fides et Ratio, 5)
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Extraído do Curso de Iniciação Teológica

 Entre a morte e o Juízo Final, as almas dos justos gozam já de Deus, as dos condenados sofrem já o inferno, e outras purificam-se no Purgatório.
Por "purgatório" entende-se o estado (não um local) em que as almas dos fiéis que morrem no amor de Deus, mas ainda portadoras de inclinações desregradas e resquícios do pecado, se libertam destas escórias mediante a purificação do seu amor.

1. Fundamentos bíblicos e magistério

1. O texto mais significativo é o de 2Mc 12,39-46. Ler... Esta passagem apresenta soldados judeus que haviam morrido em defesa das suas tradições religiosas, mas portadores de pequenos ídolos (o que era incoerente). Haviam "morrido piedosamente" (diz o texto, v.45), mas ficavam-Ihes aderências do mal, das quais deviam ser purificados a fim de poderem conseguir "a bela recompensa". E Judas Macabeu (+160 a.C.) julgavam que, em vista dessa purificação, Ihes podiam ser úteis os sufrágios dos vivos.

Em 1Cor 3,10-16 São Paulo trata dos pregadores do Evangelho que constroem com zelo sobre Cristo e não sobre fundamento falso. Uns, porém, constroem com zelo (ouro e prata... ); outros, com tibieza (feno, palha... ). O dia do juízo revelará o empenho de cada qual dos operários. Enquanto os primeiros nada terão que temer, os outros sofrerão detrimento, isto é, padecerão dores; todavia não deixarão de se salvar; salvar-se-ão depois de provar a angústia devida às suas obras imperfeitas - o que insinua o tipo de salvação que ocorre mediante o purgatório (o fogo, porém, neste contexto não é senão símbolo do juízo de Deus).

Há quem cite Mt 5,25s; Jesus dá a entender que, após a caminhada da vida presente, pode haver um cárcere (metáfora), donde o homem réu sai depois de ter expiado por completo.

Vê-se assim como a Escritura fornece os dados básicos da doutrina do purgatório.

2. O magistério da Igreja colheu e exprimiu a fé do povo de Deus em documentos que equivalem a definições doutrinárias. Seja citado o Concílio de Lião II (1274):

"Se (os cristãos que tenham pecado) falecerem realmente possuídos de contrição e piedade, antes, porém, de ter feito dignos frutos de penitência por suas obras más e por suas omissões, suas almas depois da morte, são purificadas pelas penas purgatórias... Para aliviar estas penas, são de proveito os sufrágios dos fiéis vivos, a saber: o Sacrifício da Missa, as orações, esmolas e outras obras de piedade que, conforme as instituições da Igreja, são praticadas habitualmente pelos cristãos em favor de outros fiéis" (DS 856; cf. 1304 [693]).

Visto que a doutrina do purgatório era muito associada a imagens fantásticas, o Concilio de Trento (1545-1563) prescreveu:

"Sejam excluídas das pregações populares... as questões dificeis e as que não edificam nem aumentam a piedade. Igualmente não seja permitido divulgar nem discorrer sobre assuntos duvidosos ou que trazem a aparência de falso. Sejam ainda proibidas como escandalosas e prejudiciais aquelas coisas que têm em vista provocar a curiosidade ou que têm o sabor de supertição ou torpe lucro" (DS 1820 [983]).

O Concílio do Vaticano II renovou a profissão de fé dos anteriores, como se lê em Lumen Gentium nº 49-51. De modo especial é aí afirmado que a morte não interrompe a comunhão eclesial existente entre os fiéis na terra, os justos na glória e os que ainda purificam na vida póstuma (cf .nº 51).

Por conseguinte, a doutrina do purgatório constitui um artigo de fé, que a Igreja já concientemente reafirma em nossos dias.

2. Linhas doutrinárias

É claro que o purgatório não está sujeito às dimensões do espaço e do tempo. Para entendê-Io, ponderemos o seguinte:

1) O amor a Deus, num cristão, pode coexistir com tendências desregradas e pecados leves. O egoísmo, a vaidade, a covardia... acham-se tão intimamente arraigados no interior do homem que chegam por vezes a acompanhar as suas mais sérias tentativas de se elevar a Deus.

2) Mais: todo pecado (principalmente quando grave, mas também a falta leve) " deixa na alma um resquício de si ou uma inclinação má (metaforicamente: deixa cicatriz, deixa um pouco de ferrugem na alma, dificultando-lhe a prática do bem). Quando após o pecado a pessoa pede perdão a Deus, o Senhor perdoa; todavia o amor do pecador arrependido não pode ser suficientemente intenso para extinguir todo resquício de concupicência existente na alma. Em consequência, o pecador recebe o perdão de suas culpas, mas ainda deve restaurar a ordem violada pelo pecado, eliminando os resquícios do mesmo; é o que se chama "prestar satisfação". A satisfação não é um castigo vingativo ou uma pena arbitrária, mas uma exigência do amor da alma a Deus, amor que, sendo fraco, pede ser corroborado e purificado.

Com outras palavras: o perdão que Deus concede ao pecador, extingue a culpa, mas não extingue sempre a desordem provocada ou alimentada pela culpa. Resta, pois, ao homem o dever de prestar penitência ou satisfação.

Ora a expiação ou a eliminação dos resquícios do pecado pode ocorrer na vida presente por efeito da virtude da penitência do cristão. Caso isto não se dê, resta a oportunidade de o fazer na vida póstuma ou no purgatório, pois ninguém pode ver Deus face-a-face se traz a mínima sombra de pecado.

No purgatório não há fogo, nem se deve imaginar um "inferno em miniatura". Trata-se de um estado no qual a criatura se arrepende por ter condescendido com a moleza e a indefinição; a alma toma consciência de que foi cercada pelo amor de Deus no decorrer de toda a sua vida e o ignorou ou esbanjou (amarga consciência!). Esta verificação não pode deixar de ser dolorosa, de mais a mais que a criatura percebe que, por causa da sua indefinição na terra, lhe é postergada a entrada no gozo definitivo de Deus; é-Ihe duro verificar que faltou ao encontro marcado com Deus, justamente após a morte, quando os fiéis mais fome e sede têm de Deus.

Aprofundando estas idéias, podemos dizer: é devagar que o homem se torna, segundo todas as dimensões do seu ser, o que ele já é no "núcleo" da sua personalidade. Uma decisão generosamente abraçada pela vontade não costuma penetrar e mover instantaneamente todas as camadas da personalidade; ela muitas vezes encontra no fundo da consciência do indivíduo uma resistência mais ou menos tensa, que provém de hábitos do passado do sujeito. É essa resistência que deve ser vencida (de preferência, na vida terrestre; senão, no purgatório póstumo), a fim de que o amor consiga penetrar toda a respectiva personalidade.

Paradoxalmente, o purgatório é também cheio de alegria. Esta jorra da consciência que a pessoa tem, de que ela pertence ao amor de Deus de modo irreversível". Tal alegria supera a de qualquer prazer da terra.

As almas no purgatório não podem acelerar o processo de sua purificação, pois são incapazes de merecer algo (o período de méritos é somente a vida presente). Contudo os cristãos na terra podem ser-Ihes úteis em virtude da comunhão que une os membros da Igreja entre si; os méritos de uns beneficiam os outros. Por conseguinte os fiéis na terra podem oferecer a Deus sufrágios (orações, a S. Missa, obras meritórias... ) em favor das almas do purgatório, afim de que o Senhor Ihes dê a graça de serem mais profundamente penetradas pelo amor de Deus, ... amor que nelas deve consumir as impurezas do pecado.

Não é possível avaliar a duração do purgatório, pois este não é regido pelo tempo cronológico, mas pelo evo. Evitemos falar de "almas abandonadas no purgatório". Mesmo que determinada pessoa não tenha quem a ajude por seus sufrágios, é certamente beneficiada pelos sufrágios gerais da Igreja. Todos os bens da comunhão dos santos circulam entre todos os membros desta.
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O Teólogo responde

Baseado em 1 comentários.
 Respostas católicas a dúvidas e objeções dos homens do terceiro milênio
Havia dois gêmeos, um menino e uma menina, tão inteligentes e precoces que, mesmo no útero materno, já conversavam entre si.
A menina perguntava ao irmão: “Pra você, haverá vida após o nascimento?”.
Ele respondia: “Não seja ridícula. O que faz você pensar que exista algo fora desse espaço estreito e escuro em que nos encontramos?
A menina, criando coragem, insistia: “Talvez haja uma mãe, alguém que nos colocou aqui e que vai cuidar de nós.”
Ele disse: “Você vê alguma mãe em algum lugar? O que você vê é tudo que existe”.
Ela de novo: “Mas você não sente, às vezes, uma pressão no peito que aumenta dia a dia e nos impele para frente?”.
“Pensando bem, ele respondeu, é verdade, sinto isso o tempo todo”.
“Veja, concluiu, triunfante, a irmã mais nova, essa dor não pode ser para nada. Eu acho que está nos preparando para algo maior do que este pequeno espaço”.


Pe. Raniero Cantalamessa, segunda pregação do Advento 2010.
É opinião corrente nos meios teológicos que Juízo Final e Juízo Particular se darão em um só "momento", por ocasião da morte de cada um. O argumento usado é que o homem é ser inteiro, não podendo subsistir o corpo sem alma ou a alma sem o corpo, por um instante que seja. Logo a ressurreição do corpo se daria "no mesmo instante que a morte". Também é dito que para depois desta vida não há passagem de tempo; sendo assim seremos julgados todos ao mesmo tempo.
Tal não é o ensinamento da Igreja.
O Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia – comenta sobre a Liturgia da Ascensão do Senhor:
"Nosso verdadeiro céu é Cristo ressuscitado, com quem iremos encontrar-nos e formar um «corpo» depois de nossa ressurreição, e de modo provisório e imperfeito imediatamente depois da morte". 
A Congregação para a Doutrina da Fé já havia se pronunciado em Carta referente a algumas questões de Escatologia, aos 17 de maio de 1979, sobre alguns pontos:
- A Igreja entende a ressurreição do homem todo inteiro; esta não é outra coisa que a extensão da ressurreição de Cristo aos homens.
- A Igreja afirma a sobrevivência e subsistência após a morte de um elemento espiritual que prorroga a consciência e assegura que o "eu" humano subsista. Para designar este elemento, a Igreja emprega o termo "alma", consagrado pela Escritura e Tradição. Sem ignorar que o termo tem diversos sentidos na bíblia, não há razão séria para o rejeitar e considera um recurso de linguagem essencial para assegurar a fé dos cristãos.
- A Igreja, conforme a Escritura, espera a manifestação gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, considerada, no entanto, como separada e distinta em comparação com a situação que os homens se encontram imediatamente após a sua morte.
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O livro "A hora da morte" de Arnaud Dumouch
apresenta o que podemos saber sobre os novíssimos,
contra as posições mais heterodoxas.

Alguns teólogos criticam esta posição da Igreja, tachando-a de dualista por defender a distinção entre corpo e alma. Ora, seria também dualismo não aceitar a subsistência de um elemento sem o outro. O homem é inteiro, formado de corpo e alma, não como elementos antagônicos, mas complementares.
O que se dá na morte, em linhas gerais, é a corrupção do corpo e a permanência da alma (elemento espiritual, portanto não se decompõe). A alma (que é pessoa) é julgada em foro privado por Deus (juízo particular) e aí conhece seu destino (permanecer em Deus ou negá-l'O, afastando-O). Por ocasião da segunda vinda de Jesus (parusia), todos ressuscitarão em seus corpos (glorificados, não-materiais) e será esclarecida perante todos a história e cumprida toda a justiça (juízo final).

Há de se esclarecer ainda sobre a eternidade. Esta é a situação do que não teve começo nem terá fim. Então, só Deus é eterno. Ele abarca toda a história em um mesmo instante.
Para todos os outros seres, as criaturas, há sucessão de fatos. Neste mundo estamos sob o tempo, a sucessão de dias e anos. Para as criaturas espirituais (o que inclui o homem após a morte) há sucessão de fatos, de um modo que não é possível determinar. Caso morra hoje, não poderei ser julgado ao lado de uma pessoa que sequer existe, pois nascerá daqui a dez anos, por exemplo. A não ser que se admita, contra todos os argumentos e contra a Revelação, um estado de dormição, de não-existência esperando a ressurreição.
É, pois, errôneo atribuir a todos os homens um só juízo, o final, ocorrido logo após a morte em um mesmo instante para todos.
_______________
Comentário do Pe. Cantalamessa sobre a liturgia da Ascensão do Senhor. ROMA, 2 de maio de 2008 - http://www.zenit.org/article-18301?l=portuguese
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Carta referente a algumas questões de Escatologia – Recentiores episcoporum Synodi, 17 de maio de 1979 - http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19790517_escatologia_fr.html
Para saber mais: Análise de "Escatologia da Pessoa", de Renold Blank, por Pe. Estêvão Bettencourt, osb: http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=161

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A hora da morte

A hora da morte - Arnaud Dumouch - Nihil Obstat e Imprimatur: Arquidiocese de Paris (1996 e 2002)

Curso "Catecismo da Igreja Católica em exame"

Quanto sabes do Catecismo da Igreja Católica?

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

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“SALVE ROMA! A Igreja que Deus fundou” - belo título escolhido por Paulo Leitão, convertido do protestantismo, hoje católico, catequista e apologista, empenhado na defesa bíblica da Fé católica!       
Como estamos no tempo do diálogo e do ecumenismo, Paulo Leitão nos adverte para não confundi-los com sincretismo, citando oportunamente o Concílio Vaticano II (Decreto Unitatis redintegratio, 19-20).
“SALVE ROMA! A Igreja que Deus fundou” se constitui em um verdadeiro tratado popular de apologética. Apologética cristã é a defesa da nossa Fé e a explanação das razões da nossa posição católica, com a devida resposta aos ataques dos hereges. São Pedro apóstolo justifica a apologética com a exortação: “Estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir” (1Pd 3, 15).
Assim como escreveu a apologia bíblica de Nossa Senhora – “Um filho em defesa da Mãe” – Paulo Leitão escreve agora esse seu livro “SALVE ROMA” em defesa da Santa Madre Igreja, nossa Mãe e Mestra da Verdade. (Prefácio de Dom Fernando Arêas Rifan).

Sumário:
Prefácio de Dom Fernando Arêas Rifan
Introdução
I.     A única Igreja que Deus autorizou é Católica Apostólica e Romana
A verdadeira religião e suas obras
II.    As fundações dos homens não são maiores que a de Deus
A Igreja Universal (Católica) na Bíblia
III.   Terminou a Sião judaica dando lugar à Nova Sião (Igreja Católica)
A vinda de Jesus foi o fim de Israel
O Arco de Tito
Uma só Igreja em vários lugares
IV.   A Igreja e o único Evangelho
O Espírito Santo é a alma da Igreja Católica
V.    Jesus elegeu Roma como Sede da Igreja e do Reino de Deus
Por que Roma ministra a Nova Aliança?
O monopólio do Reino foi entregue especificamente a uma nação
O Obelisco: uma prova factual de que a Sede de Deus está em Roma
VI.   Extra Ecclesiam Nulas Salus
VII.      O primado de São Pedro
A lei da primeira menção
Pedro, a Rocha
A barca de Pedro, figura da Igreja
A predileção da anciandade para o pastoreio universal
VIII.    O Papado
Pastor eterno
Só pode haver um Porta-voz de Deus na Terra
A Igreja Católica é a Igreja primitiva, por isso mantém o mesmo formato hierárquico
Símbolos e vestes pontificais
IX.   Mentiras usadas para negar o Papado
Manobras e adulterações protestantes
X.    Sucessão Apostólica
O sentido das Colunas
XI.   Manobras protestantes para se autodenominarem Igreja
XII.      Conclusão

Adquira aqui o seu exemplar: “SALVE ROMA! A Igreja que Deus fundou”

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Questões respondidas à luz do Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre o Ecumenismo

1. O que dizer sobre a validade do batismo?
O batismo é válido se conferido com água e com uma fórmula que indica claramente que o batismo é feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e que o ministro pretenda fazer o que a Igreja faz quando batiza.

2. Que se entende por padrinho de batismo?
O padrinho de batismo é um responsável pela educação cristã da pessoa a ser batizada não somente como um amigo; deve ser representante da comunidade de fé em que é celebrado o batismo, como garantia da fé do candidato e do seu desejo de comunhão eclesial. Por isso só pode ser um católico confirmado (crismado).

3. Poderia um cristão não-católico ser padrinho? Se não, qual a indicação do diretório?
Uma pessoa batizada que pertence a outra comunidade eclesial pode ser admitida como testemunha do batismo, não como padrinho, mas apenas em conjunto com um padrinho católico.

4. Poderia uma reunião ecumênica com a participação de católicos e cristãos não-católicos encerrar-se com a renovação das promessas batismais?
Os cristãos podem comemorar o batismo que os une, renovando o compromisso de proceder a uma vida plena cristã, que assumiram nas promessas de seu batismo, e comprometendo-se a cooperar com a graça do Espírito Santo, na tentativa de curar as divisões que existem entre os cristãos.

5. O que se entende por “casamento misto”?
Refere-se a qualquer casamento entre um católico e um cristão batizado que não esteja em plena comunhão com a Igreja Católica.

6. É conveniente a celebração de um casamento misto com a Eucaristia? Por quê?
Um casamento misto celebrado segundo a forma católica ordinariamente ocorre fora da liturgia eucarística, por causa de problemas referentes à Eucaristia e a presença de testemunhas e convidados não-católicos.

7. Como fica a participação de ministros católicos em celebrações matrimoniais numa Comunidade Eclesial (não-católica) e a de ministros não católicos em celebrações matrimoniais na Igreja Católica?
Com a prévia autorização do Ordinário local e, se for convidado a fazê-lo, um padre ou diácono pode assistir ou participar de alguma forma na celebração de casamentos mistos, em situações em que a dispensa de forma canônica foi concedida. Nestes casos, pode haver apenas uma cerimônia na qual o ministro testemunha os votos de casamento. A convite do celebrante, o sacerdote ou diácono pode oferecer outras orações, ler as Escrituras, dar uma breve exortação e abençoar o casal.
A pedido do casal, o Ordinário local pode permitir um ministro da parte de outra comunidade eclesial para participar da celebração do casamento na Igreja Católica, proceder a leitura das Escrituras, dar uma breve exortação e abençoar o casal.

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A reforma litúrgica de Bento XVI: passo-a-passo para a comunidade

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Testemunho real extraído do Facebook. Preservaremos a identidade do autor.

Deixe eu dizer meu testemunho - que infelizmente, em época turbulenta como essa, não para os Bispos mas para os católicos confusos, se faz necessário - uma pequena confissão:
Eu, por questões da vida, diversas, vivo em união com minha noiva, em união estável, o que é chamado de concubinato. Assim como as doenças não leem os livros de medicina, a vida não lê o catecismo. Porém, assim como as doenças não fazem mudar os livros, a minha vida não muda o catecismo e a doutrina.
Sei que o erro é meu e tenho planos de mudar, vivo meu múnus! Não participo da Eucaristia (não recebo a Hóstia) porque tenho noção e caráter! Não quero mudar a doutrina por isso! Se eu erro a Igreja se mantém Imaculada!
Não desejo que a Igreja coadune comigo. Eu sei o caminho do Inferno, a Igreja sabe o do Céu. Não sou exemplo, a Igreja é! Infeliz Satanás que quer mudar a Sã Doutrina! Não se deixem enganar pelas armadilhas do inimigo! A Igreja é imutável. Não podemos errar e querer levar a Igreja conosco! Se eu errar e não puder (queira Deus em sua infinita misericórdia que não), por desgraça minha, não conhecer o Céu, que a Igreja triunfe e eu pereça!
Católicos precisam aprender que a Religião não é conveniência e Deus não muda ao sabor do vento.
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sábado, 11 de outubro de 2014

1.            OBJETIVO GERAL
Despertar em cada cristão o sentido de pertença à Igreja e a vivência sacramental

2.            OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·                    Valorizar a vivência sacramental
·                    Fortalecer o vínculo dos batizados com a comunidade paroquial
·                    Descobrir e formar lideranças cristãs

3.            ETAPAS
a.            Planejamento e  organização
Uma equipe organizadora planeja as etapas seguintes com o pároco. O tempo previsto para o projeto é de um ano intensivo, a terminar com a celebração da Páscoa. Prever pessoal apto e material para a fase de levantamento de dados e catequese. Prever tempo de divulgação e esclarecimento do projeto antes da fase de execução.
b.           Levantamento de dados
Consiste em pesquisa para levantamento de dados de todas as pessoas residentes na paróquia. Será feito por meio de questionário objetivo a ser entregue em cada residência, onde constará dados pessoais e de contato básicos de cada pessoa e sua situação sacramental, se católico (se recebeu o batismo, eucaristia, crisma, matrimônio). Deixar claro o tempo de resposta e o modo de recolhimento.
Com base nos dados recolhidos, planejar com os catequistas missionários o contato com as pessoas nas diferentes situações encontradas (pessoas não batizadas, que não receberam a Eucaristia, a Crisma, não são casadas na Igreja, etc.).
c.            Catequese
A partir do contato e, se possível, visitas, organizar grupos de catequese adaptadas às situações, aos públicos, aos horários disponíveis. Prever catequistas preparados e, se necessário, pedir ajuda de pessoal em outras paróquias. Esforçar para atender a todas as pessoas que demonstraram interesse e abertura, mesmo que individualmente.
Durante as catequeses, os missionários observem aqueles que demonstram interesse e participação na vida paroquial para futura formação de lideranças.
d.           Celebração sacramental
Após o período de catequese, planejar e organizar as celebrações sacramentais comunitárias, aproveitando o período quaresmal para preparação intensiva principalmente dos catecúmenos. Marcar as celebrações preferencialmente para o período pascal. Prever celebração comunitária do matrimônio para os que desejarem.
e.            Formação continuada de lideranças
Engajar os novos crismados nas atividades da Igreja e formar líderes e missionários.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nossa loja começa uma parceria para venda online das obras beneditinas das Edições Subiaco.
Veja aqui todas as obras:
http://loja.cursoscatolicos.com.br/subiaco

O primeiro destaque é "SÃO BENTO, VIDA E MILAGRES", obra de São Gregório Magno, papa.

São Bento, vida e milagres (São Gregório Magno)

São Bento: vida e milagres De vita et miraculis venerabilis Benedicti. Segundo livro dos diálogos...
 
Também temos os Cadernos de História Monástica:
 
Cadernos de História Monástica 2 - Santo Antão e o Anacoretismo Copta

2 - Cadernos de História Monástica 2 - Santo Antão e o Anacoretismo Copta (Santo Atanásio, Santo Antão, os Padres do deserto, o monaquismo feminino, os apoftegmas)
http://loja.cursoscatolicos.com.br/historiamonastica2



Estes Cadernos de História Monástica oferecem um valioso subsídio para o estudo e aprofundamento das vidas e ensinamentos daqueles que tornaram o monaquismo um campo fértil de santidade.
E porque também nós estamos fazendo a História, cabe-nos o grande desafio, nestes tempos turbulentos, de renovar a vida monástica através da fidelidade ao espírito que animava nossos santos Pais.


 Em breve mais obras monásticas. Confira no link:
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LEMBRETE: Todos os livros do site podem ser comprados com DESCONTO NO FRETE, bastando no fechamento do pedido, no carrinho de compras, digitar no campo "Cupom" o código: REGISTRADA. O envio será feito por carta registrada (limitado a 1,5kg) que tem um valor inferior, porém o prazo e a segurança são os mesmos do PAC.

Em 2006, Ratzinger já convidava o islamismo ao diálogo partindo da razão, e todos - incluindo o Ocidente - o atacaram sem piedade

Por Jorge Traslosheros (Aleteia.org)

Enquanto a violência do autoproclamado Estado Islâmico volta-se contra os cristãos, os yazidis e outras minorias, muitas vozes se unem em condenação. [...] A condenação é unânime. Os fanáticos manipulam o islã, transgridem o Alcorão e traem a religião que dizem professar. Isso faz lembrar o discurso do professor Ratzinger em Ratisbona.

No dia 12 de setembro de 2006, Joseph Ratzinger, atualmente Papa Emérito Bento XVI, visitou a Universidade de Ratisbona, onde havia sido professor. Ali pronunciou um memorável discurso que hoje ressoa com força. Falou da vocação natural das religiões à justiça e à paz, cuja realização depende da articulação correta entre a fé e a razão, um dos grandes tópicos da sua Teologia e do seu Magistério. Explicou que, quando falta o diálogo, apresentam-se as patologias da razão e da religião que fazem escorregar, ao extremo, rumo ao fanatismo. Diante do despertar da irracionalidade misturada ao fundamentalismo, lançou um desafio aos muçulmanos para condenar a violência como meio de impor a fé, sem aliviar também para os cristãos.

O Papa Emérito Bento XVI tinha colocado o dedo na ferida. Três lições devem ser lembradas. Por um lado, o mundo midiático e intelectual do Ocidente, que se diz expressão da tolerância e da liberdade, lançou-se com violência irracional contra Ratzinger, acusando-o de ser fanático e provocador, quando na verdade tinha convidado ao diálogo na razão. Por outro lado, muçulmanos também lançaram condenações. No fim, todos têm de dar razão a Ratzinger. Tanto um quanto o outro mostraram que sofrem das patologias descritas no discurso de Ratisbona.

A reação mais interessante e decisiva foi a do islã. Um grupo de líderes e intelectuais muçulmanos assinou uma carta na qual eles acolhiam o desafio do diálogo. O epicentro aconteceu no Reino da Jordânia, mas se estendeu rapidamente a várias latitudes. Nessa carta, apesar de algum desacordo com Ratzinger, foram condenados aqueles que pretendiam impor com a violência “sonhos utópicos nos quais o fim justifica os meios”.

[...]

O Ocidente laico - políticos, intelectuais e meios de comunicação - desdenhou a proposta e, sem querer, tornou-se cúmplice, por omissão, do fundamentalismo que manipulou o islamismo até criar uma ideologia do extermínio. A sua falta de compreensão é tal que tentou manter o silêncio diante do sacrifício dos cristãos e de outras minorias no Oriente Médio, mas a dura realidade é imposta. Somente ações multilaterais baseadas em uma estratégia que faz da liberdade religiosa e do diálogo interreligioso as próprias pedras angulares poderá trazer paz, justiça e estabilidade no Oriente Médio.

R
atzinger tinha razão para além da aula de Ratisbona. Nas primeiras linhas do seu livro “Introdução ao Cristianismo”, traz as palavras de Kierkegaard sobre o palhaço na aldeia em chamas. Um circo se encontrava na periferia de um vilarejo, e de repente pegou fogo. O patrão ordenou ao palhaço que colocasse a roupa de cena para avisar do perigo eminente. Os habitantes, além de escutá-lo, riam dele tornando em vão o seu esforço. Quando conseguiram reagir era tarde demais. O vilarejo foi consumido pelas chamas. Para o Oriente Médio é mais do que uma simples parábola.

De qualquer forma, Ratzinger estava longe de exortar ao desânimo. A sua Teologia e o Magistério Pontifício foram um ponto de esperança, de alta inteligência. O seu apelo se encontra no realismo e na esperança. A situação atual de quem evangeliza na cultura da indiferença, na verdade, tem pouca coisa de novo. Como Igreja, não compartilhamos o nosso destino com o palhaço, mas com os santos e os profetas que pisaram na terra. Assim diz Jeremias: “A palavra do Senhor tornou-se para mim motivo de vergonha e gozação o dia todo. Eu me dizia: ‘Não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome!’ Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente, fechado em meus ossos. Estou cansado de suportar, não aguento mais!”, (Jr 20, 8-9). Este é um “fogo” que Jesus lançou no mundo e que queria tanto ver arder.

A aula de Ratisbona se transformou em uma evocação. O Reino de Deus parece uma semente que, uma vez colocada na terra, cresce dia e noite mesmo se o trabalhador não percebe, até dar frutos abundantes.

[Leia aqui: Aula Magna de Bento XVI na Universidade de Ratisbona]


George Weigel:  "Quanto ao diálogo proposto por Bento XVI sobre o futuro do islã, ele agora parece bastante improvável. Mas, caso aconteça, os líderes cristãos devem listar sem rodeios as patologias do islamismo e do jihadismo; devem deixar de lado as desculpas não históricas pelo colonialismo do século XX (que imita desajeitadamente o que há de pior nos chavões acadêmicos ocidentais sobre o mundo islâmico árabe); e devem declarar publicamente que, diante de fanáticos sanguinários, como são os responsáveis ​​pelo reinado de terror que está assolando o Iraque e a Síria neste momento, o uso da força das armas, prudente e bem direcionado por aqueles que têm a vontade e os meios para defender os inocentes, é moralmente justificado."

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A reforma litúrgica de Bento XVI: passo-a-passo para a comunidade

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