quinta-feira, 5 de setembro de 2013


A Igreja não utiliza o termo “Planejamento Familiar”, muito menos “controle de natalidade”, mas sim:

PATERNIDADE RESPONSÁVEL


O termo “planejamento familiar” foi usado pelas clínicas especializadas em abortos e adeptos dos meios contraceptivos. Dá ideia de que filhos são coisas que tem que ser colocadas no papel para pesar prós e contras, como se fossem um bem material adquirido. Já “controle de natalidade” são políticas que tem por fim diminuir a população de um lugar ou do mundo. Tudo isso é contra a moral católica.
O tema da paternidade responsável é uma questão delicada e de grande relevância pastoral. Delicada porque o ensino da Igreja a esse respeito foi objeto de muita controvérsia, desde a Carta Encíclica Humanae vitae, do Papa Paulo VI, de 1967, que tratou do tema da regulação da natalidade. O Papa fez uma corajosa defesa da vida humana e da família, respondendo ao mundo preocupado com uma suposta superpopulação mundial. Foi nessa década que se começou a proliferar os métodos contraceptivos mais diversos, financiados por grupos políticos e indústrias farmacêuticas. O papa foi corajoso porque não teve apoio nem mesmo da maioria dos bispos, que não enxergavam a profundidade do problema de se “controlar” a natalidade.
Por isso, vale a pena recordar, antes de entrar no tema, para que nos sirvam de norte nas nossas reflexões, algumas palavras do Papa João Paulo II:

Tudo o que é ensinado pela Igreja sobre a contracepção, não pertence à matéria livremente discutível entre teólogos. Ensinar o contrário equivale a induzir ao erro a consciência moral dos esposos. (6 de junho de 1987)
Os vinte anos transcorridos demonstraram...  a vacilação ou a dúvida a respeito da norma moral ensinada na Humanae vitae,  afetou também  outras verdades fundamentais de razão e de fé. (12 de novembro de 1988)
“Não se trata, efetivamente, de uma doutrina inventada pelo homem: foi inscrita pela mão criadora de Deus na própria natureza da pessoa humana  e foi confirmada por Ele na Revelação. Pô-la em discussão, portanto, equivale a recusar ao próprio Deus a obediência de nossa inteligência. (12 de novembro de 1988)


Esclarecer bem a diferença entre continência periódica e contracepção é um dos desafios pastorais que precisamos enfrentar para que os casais possam viver a paternidade responsável proposta pela Igreja.
Vamos recordar essa doutrina, exposta principalmente na Humanae vitae (HV), já citada, e na Constituição Gaudium et spes (GS), do Concílio Vaticano II.

1. Os filhos devem ser prezados como grande bem, como coroa da vida matrimonial

O amor conjugal verdadeiro aspira à fecundidade. Casais unidos por amor autêntico desejam ter o maior número de filhos que se sentirem capazes de criar.
Cabe ao casal - e só a ele - a decisão de gerar novos filhos ou de evitar uma nova concepção. São, por isso, responsáveis diante de Deus por suas decisões. Devem decidir como intérpretes da vontade de Deus, isto é, decidir fazer o que for a vontade de Deus.
Essa decisão nunca pode ser arbitrária, motivada por egoísmos ou covardia. Devem lembrar-se, por princípio, que Deus quer que eles tenham mais filhos, enquanto não se demonstrar o contrário.
Só é correto evitar uma concepção, temporariamente ou por tempo indeterminado, se há razões muito graves, podendo ser as condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou alguma circunstância exterior.
Quando há razões para se evitar um novo filho, deve-se fazê-lo através da continência periódica, nunca da contracepção.
O recurso aos “períodos infecundos” na convivência conjugal pode ser fonte de abusos se os cônjuges tentam, sem razões justas, evitar a procriação, rebaixando a um nível inferior ao que é moralmente justo os nascimentos em sua família. É preciso que se estabeleça um nível justo, tendo em conta não só o bem da própria família, o estado de saúde e a possibilidade dos mesmos cônjuges, mas também de toda a sociedade a que pertence, da Igreja e  até da humanidade inteira. A Encíclica Humanae Vitae apresenta a “paternidade responsável”  como expressão de um alto valor ético. De nenhum modo está endereçada unilateralmente à limitação, e menos ainda a exclusão da prole; supõe-se também a disponibilidade de acolher uma prole mais numerosa. Sobretudo, segundo a encíclica Humanae Vitae, a “paternidade responsável” realiza “ uma vinculação mais profunda com a ordem moral objetiva estabelecida por Deus, cujo fiel interprete é a reta consciência.” (HV 10). (João Paulo II, Alocução 5/9/1984)


1º Desafio pastoral

“Entre os esposos que ... satisfazem à missão que Deus lhes confiou, devem ser especialmente lembrados aqueles que, de comum acordo e com prudência, aceitam com grandeza de ânimo educar uma prole numerosa”. (GS 50)

É preciso fomentar nos jovens o ideal de constituir uma família numerosa, dentro do possível, e animá-los a ter filhos quanto antes, depois de casarem. Se há dificuldades, é melhor que esperem para se casar.

2º Desafio pastoral

É preciso destruir o mito da superpopulação. Não falta comida, não faltam terras, não falta água. Falta equilíbrio e caridade, que só são conseguidos com trabalho, e trabalho é feito por gente.
Um país que tem uma taxa de fecundidade igual ou menor que 2 filhos por casal não se sustenta em uma geração. A população envelhece, falta mão de obra e recursos.

“Construí vossas casas e instalai-vos, plantai hortas e alimentai-vos delas, recebei vossas mulheres e gerai filhos e filhas, dai esposas a vossos filhos e dai vossas filhas em casamento, para que procriem filhos e filhas e vos multipliqueis aí, e não fiqueis em pequeno número. Procurai o bem da cidade, para onde vos fiz transmigrar, e rezai por ela ao Senhor, pois em seu bem-estar se acha igualmente o vosso." (Jr 29,4-7)


 3º Desafio pastoral

Os casais precisam compreender que a continência periódica não é, de modo algum, um método antiquado e moralmente equivalente aos modernos métodos contraceptivos. Atualmente há métodos naturais muito eficazes e perfeitamente aplicáveis a todas as pessoas. Para isso, é preciso também que os casais aprendam a cultivar a castidade (boa vivência da sexualidade), para que aprendam e sejam capazes de aplicar os melhores métodos.

Um modo de debilitar nos cônjuges o senso de responsabilidade um para com o outro e sobre o amor conjugal é difundir informações sobre os métodos naturais sem que sejam acompanhados da devida formação da consciência. A técnica não resolve os problemas éticos, simplesmente porque não é capaz de fazer as pessoas melhores. A educação para a castidade é um momento que nada pode substituir. Amar-se conjugalmente é possível somente ao homem e à mulher que alcançaram uma verdadeira harmonia no íntimo de suas personalidades. (João Paulo II. Aos participantes do IV Congresso internacional para a família da África e da Europa, 14/03/1988)

Vamos entender bem que a diferença de métodos é num nível moral. Já vimos que todo ato conjugal movido por amor verdadeiro requer a abertura para a vida. “Por sua própria índole, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados para a procriação e educação da prole, que constituem como que a sua coroa.” (GS 48) Estes dois bens do matrimônio, a união dos esposos e a procriação, bem significados pelo ato sexual, são inseparáveis, “segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher”(HV 12).

2. Contracepção x continência periódica

Tomemos o cuidado de não usar a expressão “métodos naturais de controle da natalidade”. Não somos nós que controlamos a vida, mas somos responsáveis por esse dom que Deus nos dá.
Às vezes, para referir-nos aos diferentes métodos de prática da continência periódica, utilizamos essa expressão “métodos naturais” e para falar dos métodos de prática da contracepção usamos a expressão “métodos artificiais”. Fica a impressão que a diferença entre ambas seria apenas a diferença do método utilizado para se realizar um mesmo tipo de ação, que seria evitar uma concepção. Cuidado! Se fosse assim, a condenação da contracepção decorreria do caráter artificial dos métodos utilizados para controlar a natalidade. Mas não, não se trata de um naturalismo que desconfia da intervenção do homem nos processos naturais.
Por exemplo: o coito interrompido é uma forma de contracepção e não tem nada de artificial. Mas não é um método moralmente lícito, pois dissocia as finalidades do ato conjugal, fechando-se à vida.
Na realidade, continência periódica e contracepção são dois tipos completamente diferentes de comportamento humano, ações com distintos objetivos, embora se possa realizar com uma mesma intenção: evitar uma concepção.
O Magistério da Igreja reiteradamente afirma que o ato conjugal só é moralmente bom se estiver aberto à procriação. Mas que tipo de abertura é essa? Que abertura há nos atos mantidos em períodos inférteis da mulher, quando se está vivendo a continência periódica?
A abertura a que se refere o Magistério é uma abertura intencional: abertura ao significado procriativo do ato conjugal.
Tomar anticoncepcional para regularizar o ciclo e tomar anticoncepcional para impe-dir a procriação são ações diferentes pelo seu objeto moral. Usar anticoncepcionais, preservativo, ou praticar o coito interrompido são ações que têm o mesmo objeto: rejeitar a procriação.
Há uma unidade essencial entre corpo e alma. Nossos atos corporais livres são também atos espirituais, atos pessoais, frutos da nossa própria vontade e inteligência. As ações do nosso corpo devem expressar o que o nosso espírito pretende.
Nesse sentido, há o princípio da inseparabilidade dos nossos atos. Não se pode separar o significado unitivo e procriativo do ato conjugal. Então, vejamos a diferença de objetivos e significados entre contracepção e continência periódica. É simples:
·         Na contracepção se dissociam o comportamento sexual e procriação, na continência, não.
·         Na contracepção, ato conjugal não tem significado procriativo, na continência, sim.
Usando métodos contraceptivos, estamos rejeitando a procriação para aceitar somente a relação sexual, ainda que tenha significado unitivo. Ou seja, separamos aquilo que não poderia ser separado.
Respeitando os períodos férteis, estamos mantendo e não separando os dois significados, pois, se não se pode ter filhos naquele momento, não é por desejo de rejeitar a procriação, mas por alguma daquelas razões graves que impedem o casal de ter filhos. As relações se mantêm nos períodos inférteis, que, a propósito, são bem maiores que os períodos férteis.
Exemplificando ainda mais: quando um casal unido em matrimônio tem razões justas para evitar uma nova concepção, se examinaram bem suas consciências, querendo fazer a vontade de Deus, pensam que, nas suas circunstâncias, Deus não quer que tenham mais um filho, naquele momento.
Quando não há razões, tanto a contracepção como a continência periódica são imorais. De qualquer modo, a contracepção tem uma malícia específica, ausente na continência.
Quem pratica a continência periódica, para evitar a concepção, muda o comportamento sexual: evita as relações nos períodos presumivelmente fecundos da mulher. Pelo contrário, quem pratica a contracepção adota medidas que não afetam o exercício da sexualidade, precisamente para poder comportar-se sexualmente da mesma maneira que se comportaria se não fosse preciso evitar uma gravidez.
Portanto, na contracepção há uma voluntária dissociação entre comportamento sexual e procriação, demonstrando uma irresponsabilidade da conduta sexual.
Como dissemos, os atos corporais expressam os objetivos da alma. Quando um casal pratica a continência periódica, o ato sexual “diz”: “quereria ter um filho com você, não fosse o fato de Deus não o desejar; sempre o quis e logo mais havemos de tê-lo se Ele o permitir. Como agora Deus não o quer, eu também não quero ter um filho com você”.
Ao contrário, quando se pratica a contracepção a relação sexual não diz nada, porque voluntariamente se utilizam as mesmas “expressões sexuais” tanto quando se quer ter um filho como quando não se quer. Não tem significado procriativo. Não há entrega completa. Não há sinceridade entre o ato e o objetivo.
Como consequências da dissociação dos significados do ato sexual, podemos enumerar: a corrupção da juventude, que não reflete sobre o significado dos atos; o gradual enfraquecimento do amor conjugal, que se utiliza do sexo apenas no sentido unitivo; degradação das pessoas, principalmente da mulher, que se converte em objeto de prazer.

3. Os métodos de observação da continência periódica

Relembramos, então, que não se trata de escolher entre métodos naturais e artificiais. Só é lícito moralmente se valer da continência periódica para evitar uma concepção por motivos justos.
Os métodos, então, servem para detectar com maior precisão quais são os períodos fecundos e infecundos da mulher. Existem vários métodos de auto-observação, todos lícitos, porém alguns tem maior eficácia que os outros. Dentre todos, por sua facilidade e precisão, se destaca o Método Billings.

Método Billings

O Método de Ovulação Billings (MOB) foi desenvolvido pelos médicos Dr. John e Dra. Evelyn Billings na década de 1970, testado e validado por renomados pesquisadores internacionais. É eficaz para evitar a gravidez ou alcançá-la, porque, se bem orientado, detecta com precisão de 97 a 100% o período fértil da mulher, independente de ciclo irregular.
Entre os benefícios do método, podemos citar:
·         O reforço da autoestima da própria mulher, que passa a conhecer o funcionamento do seu corpo;
·         A responsabilidade compartilhada entre marido e mulher;
·         O autocontrole dos impulsos e o respeito mútuo;
·         Ajuda a descobrir a ternura e a afetividade que encerra a sexualidade;
·         Desenvolvimento da comunicação entre o casal;
·         Aumento da fertilidade (pois se sabe o melhor momento de engravidar) e da estabilidade conjugal;
·         Respeito à vida.
O MOB consiste na observação diária do muco cervical que muda de padrão nos dias férteis. É necessário um mínimo de orientação para reconhecer as características, sendo recomendado, pelo menos no início do aprendizado do método, o acompanhamento de uma instrutora ou orientadora.
A maioria dos profissionais de saúde da mulher podem orientar sobre o MOB, embora não demonstrem interesse e desencorajem, devido à mentalidade contraceptiva. Para entendimento do método recorra-se aos centros de apoio, que podem indicar o instrutor mais próximo.
Na internet, temos:

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

 Para adquirir o livro: http://goo.gl/Mzm7m4
 Conheça o curso online "Passos para uma reforma litúrgica local"

Fenômeno editorial na Europa desde 1999 e lançado recentemente no Brasil pela Editora Paulinas, o livro “Introdução ao Espírito da Liturgia”, de autoria do Cardeal Ratzinger – Papa Bento XVI! – tem se tornado, graças a Deus, cada vez mais conhecido!

Com um título que alude diretamente à obra clássica “Sobre o Espírito da Liturgia”, de Romano Guardini (um dos grandes nomes do Movimento Litúrgico da primeira metade do século XX), Ratzinger faz uma abordagem teologicamente profunda, surpreendente e atual sobre diversos temas que são pano de fundo para as polêmicas litúrgicas dos nossos dias:

- o caráter sacrifical da Santa Missa como renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo (no Culto Cristão, é o próprio Cristo que se oferece e intercede por nós)

- a Presença Real e substancial de Nosso Senhor na Hóstia Consagrada em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (e a importância que teve o desenvolvimento do Culto Eucarístico na Idade Média, hoje ignorado pelos modernistas)

- o valor e a tradição da Santa Missa celebrada em “Versus Deum” (“Voltado para Deus”, com sacerdote e fiéis voltados para a mesma direção)

- importância fundamental dos gestos externos (inclusive do dobrar os joelhos em sinal de adoração!) na Sagrada Liturgia

- histórico do desenvolvimento da arte sacra e da música litúrgica, da Igreja Primitiva até os nossos dias, e reflexão sobre questões práticas

E assim por diante!

Diante do exposto acima, torna-se claro por que esse livro não é bem visto por certos liturgistas brasileiros...

Leitura obrigatória, e um manual que não pode faltar na biblioteca dos que, como o Santo Padre Bento XVI, desejam lutar pela “reforma da reforma”!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Apresentamos um resumo a Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

De 5 a 26 de outubro de 2008 os bispos de todo o mundo se reuniram, convocados pelo Santo Padre, para dialogar acerca da Palavra de Deus na vida e missão da Igreja.
Em 11 de novembro de 2010, o Papa Bento XVI publicou a Exortação apostólica Verbum Domini, na qual nos dá a conhecer as conclusões daquela reunião.
É um documento precioso que nenhum católico pode deixar de ler, no que o Papa nos exorta em cada parágrafo a ter cada vez mais familiaridade com a Sagrada Escritura e tomá-la sempre em conta em nossa vida ordinária de homens e cristãos.

A exortação consta de três partes:

PRIMEIRA PARTE

A primeira parte é intitulada Verbum Dei e o Papa fala sobre o papel de Deus, o Pai, como fonte e origem da palavra.

Está dividida em três capítulos:

1."O Deus que fala" Trata da "vontade de Deus para abrir e manter um diálogo com os seres humanos, em que Deus toma a iniciativa e se revela de várias maneiras".

2. "A resposta do homem ao Deus que fala" Trata de como "o homem é chamado a entrar na aliança com seu Deus que ouve e responde às suas perguntas. Um Deus que fala, o homem responde com a fé.".

3. "A hermenêutica das Sagradas Escrituras na Igreja". Trata da interpretação correta da Sagrada Escritura (hermenêutica) que exige a complementariedade dos sentidos literal e espiritual, uma harmonia entre fé e razão.

SEGUNDA PARTE

A segunda parte é intitulada "Verbum in Ecclesia" e consiste em três capítulos:

1. "A Palavra de Deus e a Igreja", fala que "graças à Palavra de Deus e à ação sacramental, Jesus Cristo é contemporâneo aos homens na vida da Igreja. "

2. "A Liturgia, lugar privilegiado da Palavra de Deus" fala do "nexo vital entre as Escrituras e os sacramentos, especialmente da Eucaristia." A importância do lecionário, a leitura e a homilia.

3. "A Palavra de Deus na vida da Igreja", aqui é o lugar onde o Papa fala da "importância da formação bíblica dos cristãos, a Bíblia Sagrada na pastoral, na catequese, nos grandes encontros eclesiais, e em relação com as vocações."

TERCEIRA PARTE

A terceira parte, intitulada "Verbum mundo", fala do dever de todos os cristãos de proclamar a Palavra de Deus no mundo em que vivemos e trabalhamos. Composta por quatro capítulos:

1. "A missão da Igreja: anunciar a Palavra de Deus ao mundo", fala de como a Igreja está orientada para proclamar o Evangelho àqueles que não conhecem a Jesus Cristo, mas também aqueles que foram batizados, mas que precisam de uma nova evangelização .

2. "Palavra de Deus e compromisso com o mundo", o Papa recorda que os cristãos são chamados a servir a Deus nos menores dos irmãos.

3. "A Palavra de Deus e as culturas". O Papa expressou sua esperança de que a Bíblia seja mais conhecida nas escolas e universidades e que os meios de comunicação social usem todas as possibilidades técnicas para sua difusão.

4. "Palavra de Deus e o diálogo inter-religioso" O Papa dá algumas indicações úteis sobre o diálogo entre cristãos e pessoas de outras religiões não-cristãs.

Não faltam no documento indicações e sugestões muito práticas, como por exemplo, que todas as famílias tenham uma Bíblia em casa e que possam ler e rezar com ela.

Autor: Lucrecia Rego de Planas | Fonte: Catholic.net
Tradução: Márcio Carvalho
Documento completo: vatican.va

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Bíblia é a Palavra de Deus! – canta-se em nossas igrejas. Mas deveríamos entender: a bíblia (mas não só ela) manifesta a Palavra de Deus.
 
O homem pode, somente com sua razão natural, chegar a reconhecer Deus. De fato, muitos filósofos admitiram a necessidade e existência de um ser absoluto, eterno, causa e fim de tudo que existe. Mas uma compreensão mais fácil e sem erro desse Ser se dá somente com sua auto-revelação. Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). A Palavra eterna de Deus se encarna e nos dá a conhecer a plenitude do mistério divino.
 
O Verbo eterno entrou no tempo (Jesus) e comunicou a vida íntima de Deus aos homens daquele tempo, deixando o mandato do ensino: àqueles que escolheu prometeu assistência infalível do seu próprio Espírito, para que todos os povos participassem dessa revelação. Esse grupo, inicialmente os doze apóstolos liderados por Pedro, depois seus sucessores, se tornam o critério da verdade.
 
Posterior no tempo, mas tão importante quanto essa Sagrada Tradição Apostólica, é a Sagrada Escritura. Deve-se ter em mente que o que está escrito é o que era pregado. A palavra é anterior à escrita. O Antigo Testamento foi escrito durante aproximadamente mil anos, terminado por volta de dois séculos antes de Cristo. O Novo Testamento começou a ser escrito por volta do ano 50 depois de Cristo (duas décadas depois de sua pregação!) e só terminou por volta do ano 100. Muitos outros escritos haviam por esse tempo que não entraram no conjunto do que conhecemos hoje como Bíblia.
 
Para a escolha dos livros do Antigo Testamento, que é patrimônio também dos judeus, houve duas tradições. Os judeus de Alexandria, colônia grega no Egito, por volta do ano 200 a.C. escolheram 46 livros, dentre os quais 39 escritos originalmente em hebraico, que foram traduzidos para o grego. Essa versão é conhecida como Septuaginta ou “tradução dos Setenta” ou simplesmente “LXX”, referência aos setenta sábios que teriam feito a tradução para o grego. A segunda tradição é de apenas 39 livros. Judeus nacionalistas reunidos em Jamnia por volta do ano 100 d.C. rejeitaram os livros escritos em grego (1 e 2 Macabeus, Judite, Tobias, Eclesiástico, Sabedoria, Baruc e trechos de Daniel e Ester).
 
Já os Apóstolos utilizavam a versão grega em suas pregações. Aliás, todo o Novo Testamento foi escrito em grego. Desse modo compreende-se que a Igreja Católica tenha assimilado os 46 livros do Antigo Testamento.
 
Também houve controvérsias na escolha dos livros do Novo Testamento. Os livros de Tiago, Hebreus, Apocalipse, 2 Pedro, 2 e 3 João e Judas foram questionados por muito tempo. Aos poucos as próprias comunidades iam rejeitando alguns escritos, que hoje conhecemos como apócrifos. A definição do elenco dos atuais livros da nossa bíblia veio primeiramente por meio de Concílios Regionais como o de Roma (382 d.C), Hipona I (393 d.C), Cartago III (397 d.C). Uma definição universal veio no Concílio Ecumênico de Florença em 1442, reiterado em 1545 no Concílio de Trento, contra a Reforma Protestante que adotou somente 39 livros do Antigo Testamento.
 
Assim, a Bíblia como a conhecemos é fruto da Igreja Católica, da Tradição Apostólica. Ambas – Sagrada Escrita e Sagrada Tradição – estão a serviço da Palavra de Deus. A Bíblia, sem a devida e autêntica interpretação da Tradição que a criou, pode se tornar letra morta.

domingo, 1 de setembro de 2013

Dia 7 de setembro
Data significativa para o Brasil, incluímos em nossas orações a nossa Pátria, para que Deus livre-nos das atuais forças do mal que nos afligem.


O Papa convidou este domingo os fiéis de todas as Igrejas e religiões, as pessoas que não crêem e todos os homens e mulheres de boa vontade a praticarem o jejum e a oração no dia 7 de setembro, em favor da Síria. Visivelmente preocupado, Francisco dedicou inteiramente seu encontro de domingo à situação no país médio-oriental, onde a guerra civil já matou mais de 100 mil pessoas em três anos. Foi a primeira vez que o Papa não fez alguma menção à liturgia do dia antes de rezar a oração mariana do Angelus no Vaticano.
A multidão que lotava a Praça São Pedro ouviu as palavras do Pontífice com atenção e aplaudiu a decisão de Francisco de promover o “Dia de oração e jejum pela Síria”:
Decidi convocar toda a Igreja, no dia 7 de setembro, vigília da Natividade de Maria, Rainha da Paz, para um dia de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. Convido a unir-se a esta iniciativa, do modo que considerarem mais oportuno, os irmãos cristãos não-católicos, os fiéis de outras religiões e todos os homens de boa vontade”.

Sugestão de textos para uma Vigília:
Vigília de Oração pela Paz e pela Pátria

1º Quarto de Hora

Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. As.: Amém.
Pres.: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco (conosco, se for leigo).
As.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


EXPOSIÇÃO DO SANTÍSSIMO (se houver)


LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
Evangelho segundo São Mateus 5,13-16
13 «Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14 Vocês são a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15 Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16 Assim também: que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês que está no céu


REFLEXÃO
ORAÇÕES OU CÂNTICOS PENITENCIAIS

2º Quarto de Hora


LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
Carta de São Paulo aos Colossenses 3,15-17
15 Que a paz de Cristo reine no coração de vocês. Para essa paz vocês foram chamados, como membros de um mesmo corpo. Sejam também agradecidos. 16 Que a palavra de Cristo permaneça em vocês com toda a sua riqueza, de modo que possam instruir-se e aconselhar-se mutuamente com toda a sabedoria. Inspirados pela graça, cantem a Deus, de todo o coração, salmos, hinos e cânticos espirituais. 17 E tudo o que vocês fizerem através de palavras ou ações, o façam em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus Pai por meio dele.


REFLEXÃO
ORAÇÕES OU CÂNTICOS EM AÇÃO DE GRAÇAS PELOS BENEFÍCIOS RECEBIDOS

3º Quarto de Hora


LEITURA DA PALAVRA DE DEUS
Primeira Carta de São Paulo a Timóteo 2,1-4
1 Antes de tudo, recomendo que façam pedidos, orações, súplicas e ações de graças em favor de todos os homens, 2 pelos reis e por todos os que têm autoridade, a fim de que levemos uma vida calma e serena, com toda a piedade e dignidade. 3 Isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. 4 Ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.



PRECES PELA PAZ NA SÍRIA, EM TODO O MUNDO E PELA PÁTRIA BRASILEIRA


Último Quarto de Hora


BÊNÇÃO DO SANTÍSSIMO (se houver)

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