Missa Romana na Forma Extraordinária

Livreto do fiel - Português/Latim

A arte da pregação - Pe. Antonio Rivero, LC

Como conseguir uma comunicação eficaz e atrativa

Doutrina Eucarística

Um Catecismo sobre a Eucaristia - Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN

Curso Bíblico para leigos

A riqueza da Palavra de Deus

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Resumo dos capítulos do livro "História da Igreja século a século", do Pe. Antonio Rivero, LC: http://loja.cursoscatolicos.com.br/historiadaigreja

https://www.youtube.com/playlist?list=PL8NBDw2H4BNhcTNyrY0TAv2IDvr7Zo6OQ

Adquira o livro aqui: http://loja.cursoscatolicos.com.br/historiadaigreja

sexta-feira, 12 de maio de 2017


http://loja.cursoscatolicos.com.br/phplist/?p=subscribe&id=5

O Projeto de Evangelização Analógica quer distribuir formação católica essencial e gratuita fora do ambiente digital, através da distribuição de material impresso.
No fim da página você pode baixar gratuitamente os folhetos disponíveis, imprimir ou copiar e distribuir individualmente. 
Clique aqui e cadastre seu email, para receber em primeira mão os folhetos, assim que forem lançados novos.

Gostaríamos de expandir o projeto, imprimindo e distribuindo em quantidade. Para isso são necessários voluntários. Saiba mais e participe do projeto:

Objetivos:

- Elaborar campanhas e materiais informativos e formativos sobre a fé, moral e cultura católicas.
- Criar e distribuir o material em todo o Brasil.

Público alvo:

- Principalmente a população que não acessa a internet ou que a usa mal.

Equipe:

  • Conselho de conteúdo (especialistas diversos)

    •   Planeja as campanhas e elabora os materiais
  • Designers e revisores

  • Distribuidores regionais

    • 1 por região
    • Faz o contato com a gráfica escolhida para a região e distribui (despacha) o material para os distribuidores locais.
  • Distribuidores locais

    • Faz chegar o material para o público alvo, nos pontos de distribuição e diretamente.
  • Financiadores e arrecadadores

    • O material só pode ser distribuído conforme o financiamento no local.
Para participar como voluntário, escreva para contato@cursoscatolicos.com.br
ou entre para o grupo: https://www.facebook.com/groups/700379249977935/

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Folhetos disponíveis:

  1. Jesus Cristo mentiu? - fatos sobre a existência de Jesus, dos Evangelhos e da Igreja.
  2. "A Minha Igreja" - sobre a única e verdadeira Igreja de Cristo.
  3. A Bíblia Católica -  sobre as diferenças entre as bíblias católicas e protestantes, a importância da Tradição, os erros de tradução.
  4. Por que não sou protestante? - são sete razões principais. 
  5. Por que creio na Igreja Católica? - porque temos certezas.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O termo "Economia" aparece muitas vezes na Teologia ("Economia da Salvação", "Economia da revelação"). Mas não tem nada a ver com dinheiro.

Por exemplo, na Constituição Dogmática Dei Verbum (grifos nossos):
2. Aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cfr. Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cfr. Ex. 33, 11; Jo. 15,1415) e convive com eles (cfr. Bar. 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele. Esta «economia» da revelação realiza-se por meio de acções e palavras ìntimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. 
4. [...] Por isso, Ele, vê-lo a Ele é ver o Pai (cfr. Jo. 14,9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está connosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna. Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará [...]
14. A «economia» da salvação de antemão anunciada, narrada e explicada pelos autores sagrados, encontra-se nos livros do Antigo Testamento como verdadeira palavra de Deus. 
15. A «economia» do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profèticamente (cfr. Lc. 24,44; Jo. 5,39; 1 Ped. 1,10) e a simbolizar com várias figuras (cfr. 1 Cor. 10,11) o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico.



Economia, em sua origem, significa "administração da casa".
Em Teologia, refere-se à ação de Deus em nosso mundo. É Deus atuando para fora de Si, na obra que Ele criou.
"... fala aos homens como a amigos [...] e conversa com eles [...], para os convidar e admitir a participarem da sua comunhão. Esta 'economia' da Revelação executa-se por meio de ações e palavras"
"A Aliança com Noé depois do dilúvio exprime o princípio [início] da Economia divina para as 'nações' [para os outros povos]..."

Então, quando aparecer a expressão "Economia da Salvação", por exemplo, refere-se ao que Deus faz em nosso favor. Antes de criar tudo o que existe, Deus já existia, mas não havia "Economia", pois não havia nada além de Deus mesmo.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Robert Sarah, proferiu a conferência inaugural do evento Sacra Liturgia UK 2016, que aconteceu em Londres entre os dias 5 e 8 de julho.
http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
O discurso não é longo; recomendamos sua leitura na íntegra aqui: http://www.movimentoliturgico.org/discurso-na-integra-do-cardeal-sarah/
A intenção do Cardeal, conforme expõe no discurso, é propor "considerações sobre como a Igreja Ocidental pode caminhar rumo a uma implementação mais fiel da Sacrosanctum Concilium". Isso significa - é óbvio - que as reformas litúrgicas desejadas pelo Concílio Vaticano II (1962-65) não foram satisfatoriamente implementadas.
Um efeito colateral da reforma litúrgica oficial (a dos documentos) foi a deformação litúrgica na prática. Constata o Cardeal que:
"em décadas recentes temos visto muitas celebrações litúrgicas onde o povo, personalidades e conquistas humanas têm sido proeminentes demais, quase ao ponto da exclusão de Deus."
 E é da volta da centralidade de Deus na liturgia que trata o discurso. Para isso, o Cardeal Sarah propõe, além da conversão interior, algumas práticas externas que ajudariam a nortear a liturgia.
Foram estas sugestões - que não são mudanças na liturgia oficial, pois já estão previstas no Missal - que tiveram grande repercussão na imprensa, dando a entender a alguns que haveriam mudanças obrigatórias.
Tal foi o rebuliço que a Sala de Imprensa do Vaticano emitiu comunicado, corrigindo algumas interpretações, basicamente esclarecendo que não há nenhuma mudança, mas gerando outras confusões, que não vem ao caso, devido a algumas palavras/opiniões do Pe. Lombardi (que deixa o cargo de porta-voz no dia 1º/8/2016).

Enfim, reiteramos que seja lida a transcrição da conferência, bela e clara. Abaixo destacamos alguns trechos e também indicamos o vídeo com a opinião do prof. Michel Pagiossi e os esclarecimentos do Pe. José Eduardo.
As sugestões do Cardeal Sarah não são nenhuma novidade; tanto que já sugerimos as mesmas coisas desde 2010 no livro "A reforma litúrgica de Bento XVI: Passo-a-passo para a comunidade" e no curso online "Passos para uma reforma litúrgica local".
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"Deus, não o homem, está no centro da liturgia católica. Viemos adorá-lo. A liturgia não é sobre você e eu; não é onde celebramos nossa própria identidade ou conquistas ou onde exaltamos ou promovemos nossa própria cultura e costumes religiosos locais."

"É essencial que compreendamos esta especificidade do culto católico, pois em décadas recentes temos visto muitas celebrações litúrgicas onde o povo, personalidades e conquistas humanas têm sido proeminentes demais, quase ao ponto da exclusão de Deus. Como o Cardeal Ratzinger escreveu uma vez: “Se a liturgia aparece antes de tudo como uma oficina (um workshop) para nossa atividade, então aquilo que é essencial foi esquecido: Deus. Pois a liturgia não é sobre nós, mas sobre Deus. Esquecer Deus é o perigo mais iminentes de nossa era”.

"Eu sou africano. Deixem-me dizê-lo claramente: a liturgia não é o lugar de promover minha cultura. Melhor, é o lugar onde minha cultura é batizada, onde minha cultura é levada para o divino. Através da liturgia da Igreja (que os missionários levaram por todo o mundo) Deus fala a nós, muda-nos e torna-nos capazes de participar de sua vida divina."

"Mas da minha experiência eu também sei – agora também através do meu serviço como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – que há muitas distorções da liturgia em toda a Igreja hoje, e que há muitas situações que poderiam ser melhoradas para se alcançar as metas do Concílio."

"às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa." (São João Paulo II)

"Podemos ter construído uma muito nova e moderna liturgia em vernáculo, mas se não lançamos os fundamentos corretos, se nossos seminaristas e clérigos não estão “imbuídos plenamente do espírito e da virtude da liturgia” como o Concílio pediu, então eles não podem formar o povo confiado a seu cuidado. "

"Eis por que aqueles que estão “em formação” para o ministério pastoral devem viver a liturgia tão plenamente possível em seus seminários e casas de formação. Candidatos ao diaconato permanente deveriam também ter uma imersão numa intensa vida litúrgica por um período prolongado. E, acrescento, que a plena e rica celebração do uso mais antigo do Rito Romano, o usus antiquor, possa ser uma parte importante da formação litúrgica para o clero, pois como podemos compreender ou celebrar os ritos reformados com uma hermenêutica de continuidade se nunca experimentamos a beleza da tradição litúrgica que os próprios Padres do Concílio conheceram?"

"Se entendemos a prioridade de internalizar nossa participação litúrgica evitaremos o ativismo litúrgico perigoso e barulhento que tem sido tão proeminente em décadas recentes. Não vamos para a liturgia para apresentar algo, fazer coisas para os outros verem: nós vamos para estar conectados com a ação de Cristo por meio de uma internalização dos ritos, orações, sinais e símbolos litúrgicos externos."

"De fato, posso dizer que quando fui recebido em audiência pelo Santo Padre em abril passado, o Papa Francisco pediu-me para estudar a questão de uma reforma da reforma e de como enriquecer as duas formas do Rito Romano. Será um trabalho delicado e peço a paciência e as orações de vocês."

"Devemos lembrar que não somos os autores da liturgia, somos seus humildes ministros, sujeitos à sua disciplina e suas leis. Também somos responsáveis por formar aqueles que nos assistem em ministérios litúrgicos tanto no espírito como na virtude da liturgia e também em suas regras. Algumas vezes tenho visto sacerdotes ficarem de lado para deixar ministros extraordinários distribuírem a Sagrada Comunhão: isto está errado, é uma negação do ministério sacerdotal bem como uma clericalização dos leigos. Quando isso acontece é um sinal de que a formação aconteceu de forma muito errada e que precisa ser corrigida."

"Quero fazer um apelo a todos os sacerdotes. Vocês podem ter lido meu artigo em L’Osservatore Romano há um ano atrás (12/06/2015) ou minha entrevista com o jornal Famille Chrétienne em maio deste ano. Em ambas as ocasiões eu disse que creio ser muito importante que retornemos o quanto antes possível para uma comum orientação, dos sacerdotes e fiéis voltados juntos na mesma direção – para o oriente ou pelo menos para a abside – para o Senhor que vem, naquelas partes dos ritos litúrgicos em que estamos nos dirigindo a Deus. Esta prática é permitida pela legislação litúrgica corrente. É perfeitamente legítima no rito moderno. De fato, penso ser isto um passo muito importante para assegurar que em nossas celebrações o Senhor esteja verdadeiramente no centro." (veja aqui como fazer)

"Neste ponto, repito o que eu disse noutra ocasião, que o Papa Francisco pediu-me para continuar a obra litúrgica iniciada pelo Papa Bento (cf. mensagem para o Sacra Liturgia USA 2015, Nova Iorque). Só porque temos um novo papa não significa que a visão de seu predecessor agora é inválida. Pelo contrário, como sabemos, nosso Santo Padre, o Papa Francisco, tem o maior respeito pela visão litúrgica e pelas medidas que o Papa Bento implementou em total fidelidade às intenções e metas dos Padres Conciliares."

"devemos cantar a liturgia, devemos cantar os textos litúrgicos, respeitando as tradições litúrgicas da Igreja e regozijando no tesouro da música sacra que é nosso, mais especialmente aquela música própria do Rito Romano, o canto gregoriano. Devemos cantar a música litúrgica sagrada, não meramente música religiosa, ou pior, canções profanas."

"Devemos fazer o justo equilíbrio entre as línguas vernáculas e o uso do latim na liturgia. O Concílio nunca quis que o Rito Romano fosse exclusivamente celebrado em vernáculo. Mas quis permitir um aumento do seu uso, particularmente para as leituras. Hoje seria possível, especialmente com os modernos meios de impressão, facilitar a compreensão de todos quando o latim for usado, talvez na Liturgia Eucarística".

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Curso "Passos para uma reforma litúrgica local":
http://www.cursoscatolicos.com.br/2012/03/curso-passos-para-uma-reforma-liturgica.html
Curso de Canto Gregoriano:
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/05/curso-de-canto-gregoriano.html
Curso de Latim:
http://www.cursoscatolicos.com.br/2014/05/curso-de-canto-gregoriano.html
            

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Extraído do Curso online "Passos para uma reforma litúrgica local" 


 Há quem ache que o Concílio Vaticano II modificou a posição do altar e do sacerdote em relação ao povo, proibindo a prática anterior dos altares na parede e da celebração “de costas” para o povo. A questão toda começa com a norma da IGMR que diz: “Onde for possível, o altar principal deve ser construído afastado da parede, de modo a permitir andar em volta dele e celebrar a Missa de frente para o povo.” A expressão “onde for possível” claramente diz não tratar-se de uma obrigação, mas assim foi entendido na prática por muitos padres e bispos.
O mesmo Missal continua a desmentir essa interpretação quando encontramos nele algumas rubricas que dizem que o sacerdote deve, em alguns momentos, “ voltar-se para o povo”; isto significa que, se deve voltar-se ao povo, é porque antes não estava voltado para o povo. Também é esta orientação espacial “versus Deum” que se tem em conta quando se diz à direita ou à esquerda do altar. Voltados ao Oriente
A forma histórica de oferecimento da Missa, observada inclusive pelos ritos orientais, é “ad Orientem”, voltados para o Oriente, que é Cristo, ou “versus Deum”. Litúrgica e teologicamente, o sacerdote voltado para o Altar não dá as costas para o povo, ao contrário, ele volta-se como o primeiro dentre os fiéis para oferecer o Sacrifício a Deus pelo povo.
Celebrar ad orientem, como a Igreja fez por séculos, não está proibido, e expressa a centralidade de Deus no culto litúrgico, não a centralidade de uma padre a conversar com o povo. É com este espírito que Bento XVI liberou para toda a Igreja a celebração da Santa Missa na forma antiga, e tem celebrado, sempre que possível, ad orientem.

Veja também: Cardeal Sarah propõe importante mudança para a Missa a partir do Advento 2016

 Dom Mauro Gagliardi dá indicações práticas para reaver a centralidade de Deus no culto: “Se, portanto, o uso da celebração versus populum tem certos aspectos positivos, deve-se, todavia, reconhecer também as suas limitações: em particular o risco de criar um círculo fechado entre o ministro e os fiéis, que relega a segundo plano logo Aquele para quem todos devem olhar com fé durante o culto litúrgico. É possível ir contra os riscos fazendo voltar à oração liturgica a sua orientação, particularmente quanto à Liturgia Eucarística. Enquanto a Liturgia da Palavra tem sua forma mais apropriada com o sacerdote voltado para o povo, parece pastoral e teologicamente mais apropriado usar a opção – reconhecida pelo missal de Paulo VI em suas várias edições – de continuar a celebrar a Eucaristia voltado para o Crucificado. Isto pode ser feito, na prática, de vários modos, inclusive colocando a imagem do Crucificado no centro do altar da celebração versus populum, de modo que todos, sacerdote e fiéis, possam olhar para o Senhor durante a celebração de seu Santo Sacrifício.”
Deve-se estudar prudentemente a oportunidade de se celebrar ad Orientem, que deve ser acompanhada de catequese. Pode ocorrer também que o espaço físico não permita esta disposição. Nestes casos de impossibilidade, o crucifixo no centro do altar e a disposição do olhar, refletindo a da alma, garantirão a centralidade de Deus no culto.

Passo a passo:

Onde for adotada a Missa versus Deum, eis o modo de celebrar, segundo o atual Missal Romano:
1. Depois da entrada, o sacerdote vai para a Cadeira, de lá celebra, voltado para o povo, do Sinal da Cruz até a Oração do dia.
2. Terminado os ritos iniciais, todos se sentam. As leituras são proclamadas do ambão. A homilia é feita do ambão ou da cadeira.
3. Da cadeira o sacerdote preside a Profissão de fé e a Oração Universal ou dos fiéis.
4. O sacerdote senta-se enquanto o diácono ou acólito prepara o altar. Se há procissão, o sacerdote recebe os dons e repassa a seu ajudante.
5. O sacerdote volta-se ao Altar com a devida reverência e conclui as oferendas.
6. Voltando-se para os fiéis, diz “Orai irmãos e irmãs...” e depois da resposta volta-se ao Altar, e assim permanece.
7. Nas elevações do Corpo e do Sangue, o sacerdote eleva acima da cabeça, para que os fiéis vejam.
8. Após genuflectir, o sacerdote volta-se para o povo e diz “Eis o mistério da fé” a que o povo responde com a fórmula prevista. Volta-se ao Altar e continua assim até “Eis o Cordeiro de Deus...”, quando apresenta ao povo o Pão Eucarístico fracionado.
9. A oração após a Comunhão pode ser feita da Cadeira ou voltado para o Altar.
10. A bênção final é dada voltado para o povo.
Resumindo:
- O sacerdote volta-se para o altar a partir da bênção das oferendas e só se dirige aos fiéis:
1. Na oração “Orai irmãos...”
2. Na aclamação “Eis o mistério da fé”
3. Para saudar com a paz alguns dos presentes, sem sair do presbitério.
4. Na apresentação do Pão fracionado “Eis o Cordeiro de Deus...”
5. Para distribuir a Santa Comunhão
6. Para dar a bênção final.
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http://loja.cursoscatolicos.com.br/index.php?route=product/product&product_id=73

terça-feira, 26 de abril de 2016

Extraído de: http://www.paginaoriente.com/catecismo/cruzad.htm
 
ORIGEM DAS CRUZADAS 

As guerras entre os países de religião ocidental e  os ocupantes muçulmanos na Terra Santa, principalmente em decorrência da ocupação  dos lugares de veneração dos cristãos  remontam ao século VII  com a ocupação dos maometanos e, mais tarde, os turcos (século XI) que dominaram a região. A princípio oito batalhas, denominadas cruzadas, estenderam-se de 1095 a 1270, se bem  que após esse período, durante muito tempo foram outras organizadas, porém, com características diferentes das Cruzadas primitivas.

Os cristãos na Palestina sempre haviam sido tratados com hospitalidade  pelos  muçulmanos. Os árabes também consideravam Jerusalém  uma cidade respeitável e Jesus, segundo eles, simplesmente um  dos profetas  que haviam precedido Maomé.  Quando Al-Hakim,  o califa louco do Cairo, destruiu a  igreja do Santo Sepulcro (1010), os próprios maometanos contribuíram substancialmente para a sua restauração.

 Entretanto, com o avanço dos turcos  modificou-se completamente a situação.  Em 1070 os turcos haviam tomado Jerusalém aos árabes e  começaram então as  perseguições e profanações que os peregrinos narravam com cores vivas no Ocidente. 

Nessa época,  um piedoso peregrino chamado Pedro d'Amiens, ao retornar da Terra Santa, foi ter com o Papa Urbano II a fim de descrever-lhe os vexames dos cristãos na Palestina e  profanação dos lugares santos pelos infiéis. Por este motivo, o Papa convocou o concílio de Clermont (1095), ao qual compareceram  muitos príncipes do Ocidente.   Lá compareceu também Pedro d'Amiens e expôs com tal emoção a triste situação do país de Cristo que todos os circunstantes,  em lágrimas,  romperam num grito uníssono de fé e coragem: "Deus o quer! Deus o quer! ". O Ocidente em peso pôs-se em movimento  para libertar do poder dos turcos a Terra Santa. 

Ocorre que antes  da definição e concretização das metas,  Pedro, o Eremita e um cavaleiro intitulado Gauthier Sans-Avoir (Valter Sem Tostão),  anteciparam-se aos planos do Papa Urbano II e partiram para o Oriente  com uma massa de 17.000 pessoas ignorantes, pobremente equipadas e sem nenhuma experiência militar.  Foi um movimento paralelo e independente que partiu em direção à Nicéia sem o prévio consentimento do Papa, sob a denominação "cruzada do povo".  Após uma travessia caracterizada por roubos, violências e  epidemias, foram  completamente trucidados pelos  turcos quando atacaram aquela cidade. Por isto,  não considera-se este movimento como a primeira cruzada, que teve  seu início em 1096, portanto, no ano seguinte. 

 1ª. Cruzada 

A primeira  das cruzadas  partiu em 1096 e teve seu término em 1099. Os maiores  nomes da cristandade feudal nela figuravam, predominando franceses e normandos. Sob o comando de Godofredo de Buillon seguiram para Constantinopla. Os muçulmanos achavam-se divididos e os cruzados  tomaram facilmente Antioquia. Durante um período de três anos, após  renhidas batalhas, no dia  15 de julho de 1099, numa Sexta-Feira Santa,  os cruzados  tomaram Jerusalém. Por causa de sua coragem e piedade, os chefes dos exércitos o elegeram rei de Jerusalém. Conduziram-no à igreja do Santo Sepulcro, onde o aclamaram solenemente. Quando, porém,  lhe ofereceram a  coroa real, o duque  recusou-se a aceitá-la e disse: "Não permita Deus que eu cinja um diadema de  ouro no mesmo local em que o Rei dos reis foi coroado de espinhos".  Com  a  finalidade  de  defesa  foram criadas  ordens  militares-religiosas, como a  dos Hospitalários ou Cavaleiros de São João, a dos  Templários  e  a  dos Cavaleiros  Teutônicos, tendo o novo reino subsistido por quase  cem anos.  

 2ª. Cruzada 

Saladino, um aventureiro curdo, tornou-se  sultão do Egito e reunindo os esforços do Egito aos de Bagdá, fez a pregação de uma guerra santa muçulmana  contra os cristãos. A contra-cruzada de Saladino atingiu seu objetivo precisamente em 1187, quando Jerusalém foi retomada. Esse fato suscitou a terceira cruzada, denominada "Cruzada dos Reis". 

 3ª. Cruzada ("Cruzada dos Reis") 

A Cruzada dos Reis foi chefiada por  Frederico I (Frederico Barba Ruiva), imperador do Sacro Império Romano Germânico, Felipe Augusto, rei da França e Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra,os quais  não obtiveram êxito.  Frederico I morreu afogado no rio Selef, na Cicília. Felipe Augusto regressou logo, tendo perdido quase  todas as suas tropas e Ricardo Coração de Leão ficou na Palestina tentando em vão tomar Jerusalém. 
Esta terceira cruzada, contudo, marcou uma  importante transformação nas relações entre cristãos e muçulmanos. Ricardo Coração de Leão firmou com Saladino um tratado, mediante o qual este reconhecia aos cristãos o domínio de uma  faixa costeira  na Síria e permitia o livre acesso dos peregrinos a Jerusalém. 

 4ª.  Cruzada ("Cruzada Veneziana") 

A quarta  cruzada foi preparada por Inocêncio III, o grande Papa da Idade Média. Os franceses, principalmente,  acudiram ao apelo do Pontífice. Mas os planos do Papa, de atacar o Egito e  depois a Palestina, foram completamente deturpados pela influência de Veneza. A rica cidade italiana  exigiu 85.000 marcos de  prata para transportar os cruzados. Como não se conseguiu a quantia pedida, foi proposto um acordo pelos venezianos, no qual os cruzados os ajudariam a tomar a  cidade de Zara (hoje Zadar - Iuguslávia), no Adriático, cuja prosperidade  preocupava seriamente Veneza.  Contra a  opinião do Papa, o acordo foi feito e Zara saqueada. Em seguida os venezianos  sugeriram um ataque a Constantinopla, pois não lhes interessava  uma guerra contra os muçulmanos com os quais  comerciavam intensamente. 

Aproveitando-se  das lutas  internas pelo trono bizantino, os cruzados, apesar da oposição de Inocêncio III, dirigiram-se  com uma frota de  480 navios para Constantinopla.  A quarta cruzada transformou-se, assim,  em intrigas e rivalidades entre os príncipes cristãos , fazendo com que os santos lugares  caíssem no poder dos infiéis. Além disto, Constantinopla foi saqueada  totalmente, parcialmente destruída e, em meio à pilhagem, preciosos manuscritos foram inutilizados ou perdidos e  milhares de obras-primas foram roubadas, mutiladas ou esfaceladas. 

 5ª.  e 6ª. Cruzadas 

A quinta cruzada dirigida por André II da Hungria, não teve grande importância histórica.  A sexta, no entanto, comandada por Frederico II, alcançou a Palestina. Frederico II, como havia sido excomungado, não recebeu cooperação cristã. Por ter  conhecimentos em ciência e filosofia árabes, acabou entendendo-se amistosamente com o sultão Al-Kamil,  ocasião em que assinaram um tratado mediante o qual o Islã cedia aos cristãos Acre, Jafa, Sidon, Nazaré, Belém e toda a Jerusalém. 

 7ª e 8ª Cruzadas  

A sétima e oitava  cruzadas foram empreendidas  por Luís IX (São Luís), rei da França. Na sétima cruzada  foi ocupada a  cidade de Damieta, mas logo em seguida  foi feito prisioneiro o bom rei francês, tendo sido  obrigado a pagar pesado resgate. Em 1270 empreendeu uma expedição a Túnis (8ª. Cruzada), onde faleceu, vítima de uma epidemia. 

<> Consequência sociais e  religiosas das Cruzadas <>

Os efeitos  das  cruzadas  sobre a vida econômica e social da Europa constituem pontos de divergência entre os modernos historiadores. Não se pode afirmar que as Cruzadas tenham ocasionado a ruína do feudalismo. A desintegração feudal era um processo já em evolução e para ele talvez tenha  contribuido mais  a  peste negra (que matou um terço da população européia) do que as Cruzadas.  Todavia, as Cruzadas  apressaram a emancipação do povo. Muitos camponeses aproveitaram-se da  ausência de seus  senhores para libertarem-se da escravidão. 

Ademais, os grandes  centros da civilização sarracena não eram Jerusalém e Antioquia, mas sim Bagdá , Damasco, Toledo e Córdoba, não visados pelas expedições cristãs.  Contudo, foi sensível o incremento do comércio oriental. A prosperidade de  cidades  comerciais  italianas que substituíram Constantinopla como mediadora entre o comércio do Oriente e do Ocidente, foi paralela ao impulso recebido pela economia monetária da Europa. 

É inegável que as Cruzadas estimularam o interesse pelas  explorações e descobrimentos. Marcaram sem dúvida, o começo da expansão da  fronteira  européia. 

Paralelamente, no campo religioso, as fronteiras excitaram em todo o  oriente nova vida  e expansão de ordens  religiosas.  Devido às  invasões  dos povos bárbaros, as ciências por longo tempo se haviam refugiado nos conventos; então, porém, recomeçavam a  espalhar-se  entre o povo.  Fundaram-se  universidades e escolas, como em Paris  e Colônia, cujas  cátedras eram ocupadas por homens  distintos e  de vasto saber:  Santo Anselmo, 1109;   Alexandre de Hales,  1245;  Santo Alberto Magno, 1280;  São Tomaz de Aquino, padroeiro das escolas Católicas, 1274;  São Boaventura, 1274;  Venerável Duns Escoto, o "Doutor Franciscano", 1308. 

Mais de dois milhões de homens aí sacrificaram  suas vidas.  Tantos sacrifícios não eram vãos, pois grandes benefícios decorreram dessas cruzadas, para toda a  sociedade. Também destaca-se  a fundação de ordens religiosas militares:  A Ordem dos Cavaleiros de São João e a dos Cavaleiros Teutônicos, como mencionamos no início, que tinham por fim aliviar os sofrimentos dos cristãos no oriente e  combater os sarracenos. 

As principais  ordens  monásticas fundadas  durante esta  época são:  a dos camaldulenses, por São Romualdo (1037); dos cartuchos, por São Bruno (1101); dos premonstratenses, por São Norberto (1134); dos cistercienses, por São Roberto e São Bernardo (1153); dos carmelitas, pelo b. Alberto (1214);  e  dos franciscanos, por São Francisco de Assis (1226). 

Em toda a parte floresceu a santa religião. Os fiéis construíram catedrais magníficas, que ainda hoje causam  admiração e a fundação dessas e outras ordens religiosas dava à Igreja um brilho especial. Grande é o número de santos que estas ordens contam em seu grêmio. A toda a parte do mundo mandaram seus missionários, para pregarem o Evangelho.    

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Na política, o católico, e quem acredite no Evangelho, deve estar bem ciente dos princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja, que devem servir de pauta à sociedade, baseados na lei natural e na busca do bem comum, e ver se os seus candidatos adotam esses princípios (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja do Pontifício Conselho “Justiça e Paz”). 
1º. Subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus:
“A solução dos graves problemas nacionais e internacionais não é apenas uma questão de produção econômica ou de uma organização jurídica ou social, mas requer valores ético-religiosos específicos, bem como mudanças de mentalidade, de comportamento e de estruturas” (João Paulo II, Centesimus annus 60).
“Aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século, erro destrutivo, como demonstram os resultados tanto dos sistemas marxistas como inclusive dos capitalistas. Falsificam o conceito de realidade com a amputação da realidade fundante, e por isso decisiva, que é Deus. Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito de ‘realidade’ e, em conseqüência, só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas” (Bento XVI, Discurso inicial em Aparecida, 3). 
À luz da doutrina cristã, todos são pessoas, porque igualmente criados à imagem e semelhança de Deus e remidos pelo sacrifício de Jesus Cristo: qualquer ser humano passou a ser pessoa através das idéias cristãs do amor fraterno e da igualdade perante Deus. O bem de cada pessoa e de todos em comum está acima dos interesses de grupos, de indivíduos, da economia, e de todos os outros seres. O homem é o ápice da criação de Deus e é administrador de todas as realidades do mundo.
Solidariedade aqui é sinônimo de “amizade” (Leão XIII), “caridade social” (Pio XI) e “civilização do amor” (Paulo VI).
“O homem deve contribuir, com seus semelhantes, para o bem comum da sociedade, em todos os seus níveis. Sob este ângulo, a doutrina da Igreja opõe-se a todas as formas de individualismo social ou político” (CDF, Nota Doutrinal acima citada) 
4º. A busca do bem comum 
Ou seja, “o conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição” (Gaudium et Spes, 26).
5º. A opção preferencial pelos pobres:

“O Estado, na proteção dos direitos particulares, deve preocupar-se, de maneira especial, dos fracos e dos indigentes. A classe rica tem menos necessidade da tutela pública. A classe indigente, ao contrário, sem riquezas que a ponham a coberto das injustiças, conta principalmente com a proteção do Estado. Que o Estado se faça, pois, sob um particularíssimo título, a providência dos trabalhadores, que em geral pertencem à classe pobre” (Leão XIII, Rerum Novarum 20). 
6º. Não ao império do dinheiro, à tendência de “converter o lucro em valor supremo” (Bento XVI,Discurso inicial em Aparecida, 2), posto acima da moral. Não, portanto, ao “capitalismo selvagem”. Sim ao capitalismo sadio: sistema econômico que reconhece o papel fundamental e positivo da empresa, da propriedade privada, da responsabilidade pelos meios de produção, da livre criatividade humana: economia de mercado
7º. Não ao socialismo
“Os cristãos, hoje em dia, sentem-se atraídos pelas correntes socialistas e pelas suas diversas evoluções… contudo, tal corrente foi e continua a ser, ... incompatível com a fé cristã” (Paulo VI, Octogesima Adveniens, 31).
“Podem resumir sua teoria nesta fórmula única: a abolição da propriedade privada” (Manifesto do Partido Comunista, pp 62 e 38 – Marx e Engels).
“O socialismo, como doutrina ou fato histórico ou ação, se é verdadeiro socialismo, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã” (Pio XI, Quadragesimo Anno, 117). 
 Portanto, nenhum partido socialista ou comunista deve ser votado por um cristão. Saiba mais:
8º. Subsidiariedade ou ação subsidiária do Estado, que não absorva a iniciativa das famílias e dos indivíduos.
Baseado no princípio de que o homem é anterior ao Estado e que a sociedade doméstica tem sobre a sociedade civil uma prioridade lógica e uma prioridade real, Pio XI ensina: 
“Assim como é injusto subtrair aos indivíduos o que eles podem fazer com a própria iniciativa para confiá-lo à coletividade, do mesmo modo passar para uma sociedade maior e mais elevada o que sociedades menores e inferiores poderiam conseguir é uma injustiça, um grave dano e perturbação da boa ordem social”.
“Não é justo que o indivíduo ou a família sejam absorvidos pelo Estado” (Leão XIII, Rerum Novarum, 52). 
Que as famílias possam ter iniciativa privada, por exemplo, para construir creches e escolas, sem que o Estado possa interferir, mas sim, subsidiar. Que haja, pois, da parte do Estado, incentivo e subsídio à iniciativa privada na geração de empregos e na educação.   
Nem, portanto, o Estado gigante do socialismo, nem o Estado raquítico do libertarianismo. Nem o Estado onipresente, nem o Estado omisso. A expressão “Estado forte” pode muitas vezes clamufar o significado de um Estado gigante, que não adota o princípio da subsidiariedade. Governos, tanto federais, como estaduais e municipais, que detêm a maioria dos empregos na sociedade, onde a maioria vive em função do governo e dele dependente, são realmente Estados gigantes que não adotam o princípio da subsidiariedade. 
9º. Prioridade do trabalho sobre o capital

“Ambos têm necessidade um do outro: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital” (Leão XIII, Rerum Novarum, 28).
“O trabalho é causa eficiente primária, o capital é um instrumento ou causa instrumental”.
“É preciso acentuar o primado do homem no processo de produção, o primado do homem em relação às coisas” (João Paulo II, Laborem exercens, 12). 
10º. Destinação universal dos bens, sem prejuízo do direito de propriedade privada.
“O direito à propriedade privada está subordinado ao direito ao uso comum, subordinado à destinação universal dos bens” (João Paulo II, Laborem exercens, 19).   
Destinação e uso universal não significam que tudo esteja à disposição de cada um ou de todos, e nem mesmo que a mesma coisa sirva ou pertença a cada um ou a todos, mas que todo o homem deve ter a possibilidade de usufruir do bem-estar necessário para o seu pleno desenvolvimento
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